O que eu aprendi com a PUC
Friday, 31 de July de 2009 às 12:52
Categorias: Blog, Faculdade, Mudanças

15 Comentários

Hoje eu fui fazer o requerimento pra trancar a matrícula de Jornalismo na PUC para o próximo semestre. Pois é, oficialmente, estou deixando de ser uma estudante, de uma vez por todas. Pra quem não lembra ou não sabe, há um ano eu entrei em crise de formada desempregada sem futuro promissor e achei que talvez meu caminho não era seguir pela Publicidade. Como sempre gostei de escrever e fui reconhecida por isso, pensei que Jornalismo seria uma boa opção, tanto pela possibilidade de encontrar uma nova aptidão, quanto poder novamente ir em busca de um bom estágio.

Acontece que as coisas não foram tão bem assim. No primeiro semestre, fiz matérias até legais, porém me decepcionei muito com a estrutura da faculdade. Depois de ter estudado na ESPM, a PUC não era nada. Desde a falta de ar condicionado até as portas do banheiro pintadas de um azul breguíssimo, tudo me incomodava. Fora o ambiente frio e distante, que não fazia eu me sentir bem-vinda. PUC, definitivamente, você não é uma boa anfitriã.

Ter pego o bonde andando também não ajudou. Na primeira aula de redação, tive que procurar o que era lead e cartola no Google, senão não ia conseguir terminar a primeira matéria. Paguei alguns micos básicos por ser uma alma perdida. Fui pra aula com a turma errada, perdi uma moeda de 25 centavos na passarela do ônibus e não tinha mais como voltar pra casa, tive um ataque de pânico e me agarrei num guri que era bixo de Direito, e ainda mandei e-mail pro professor dizendo que minhas expectativas pra aula dele eram zero.

Tudo teria sido um pé no saco, mas apesar de tudo esse um ano me ensinou muita coisa. Tive que ir atrás de um monte de coisas por minha conta e talvez tenha aprendido bastante a deixar a timidez de lado e simplesmente perguntar, bancando a boba-espontânea. Às vezes é preciso, e já que ninguém me conhecia mesmo, tava cagando e andando. Além disso, aprendi a pegar ônibus. *Aqui fica um espaço para vocês rirem, se surpreenderem e reagirem ao meu estado de superproteção durante toda a infância e adolescência.* Nunca tinha pego ônibus sozinha, e achei bem interessante. Descobri que no mundo ainda existem pessoas legais, e elas seguram suas coisas quando você não consegue lugar pra sentar. Descobri também que muitos desodorantes vencem rápido, mas não consegui adivinhar as marcas. Também descobri que muitas pessoas vão ficar surdas antes dos 30 anos, pelo volume do mp3 player. E que talvez as pessoas que sentam ao lado delas também.

Fora isso, aprendi que dois professores dando a mesma aula são pra equivaler a um bom. Aprendi também que se eu não usasse all star em cerca de um ano, ia continuar sozinha nos intervalos. Aprendi que existem meninas muito legais que também estavam meio perdidas lá na PUC, e que jornalistas geralmente tem bom gosto musical. E, principalmente, aprendi que não importa o que aconteça, toda a faculdade que eu entrar vai perder o diploma uns meses depois.

Hoje eu sou gente que faz, sou devota de Padre Herson Capri, sou muito mais eu mesma sem vergonha e sou de novo desempregada que dorme até as 14h, mas assim… tô sentindo cheiro de futuro promissor por aí, hein? Veremos.

Bye, bye, PUC.

Ps: aos paraquedistas que aterrizaram neste blog agora, eu sou formada há dois anos em Publicidade e Propaganda pela ESPM e fazia Jornalismo como segunda faculdade.




Sessão Pipoca com marmelo
Tuesday, 28 de July de 2009 às 17:43
Categorias: Blog, Cinema

18 Comentários

Bom, acho que a situação do cinema anda crítica esse ano, porque já faz um mês (ou até um pouquinho mais) que não vou no cinema porque não estréia UM filme bom. Fora isso, também notei que tem estreado bem menos filmes por semana. Uma pena. E as expectativas pros lançamentos até o final do ano também não são muito boas. Por um lado até é bom, visto que a recomendação por aqui é evitar lugares públicos com muita gente (por causa da gripe suína). Me resta alugar um filmes que eu ainda não vi e falar de uns bem atrasados.

Queime Depois de Ler
(Burn After Read)

★★★★½

Achava que ia ser muito viajão, pois li umas críticas ruins na época em que estava em cartaz. Errado! Eu adorei o filme, as atuações estão muuuuito engraçadas, a história é super bizarra e cheia de mortes por motivos bobos (como em todos os filmes dos irmãos Cohen!) e é mega engraçado o descaso das autoridades nos crimes. O personagem do Brad Pitt já vale o preço da locação (aconselho mesmo assim a procurar no YouTube ele dançando, porque é muito engraçado) e aquela desgraçada da Frances McDormand (que é casada com um dos Cohen) sempre me dá raiva pelos personagens que ela faz, mas é ótima também. O George Clooney está muito bom e eu só entendi o personagem dele da metade pro fim, pois realmente não tô acostumada a ver o Clooney fazendo outra coisa que não galã ou malandrão/galã.

Vestida para casar
(27 dresses)

★★★½☆

Filme de mulherzinha, mas é fofo. O que é aquela irmã dela? Nossa, que raiva me deu daquela guria, e só vai piorando conforme o filme vai passando. Os vestidos mais feios de damas-de-honra você encontra aqui. E vamos combinar que geralmente eles são terríveis mesmo. A melhor cena inclui muita bebida e Bennie & The Jets, música do Elton John. Acho que todo mundo que viu o filme vai concordar! Eu não lembro porquê exatamente, mas não gostava muito da Katherine Heigl (agora é o momento em que quem vê Grey’s Anatomy me mata ou para de ler o blog). Aí comecei a simpatizar com ela em Ligeiramente Grávidos e tenho que confessar que ela tá bem fofa nesse filme também. O ator que faz o parzinho dela é o também fofo James Marsden (o Ciclope, de X-Man!).

Valentin
(Valentin)

★★★★☆

É um filme argentino muito fofo que me lembrou muito O Ano em que meus pais sairam de férias. Tanto pelo personagem principal ser uma criança, quanto pela ambientação, época (Valentin se passa nos anos 60, enquanto O Ano… nos anos 70), mostrando ele meio solitário e sempre vivendo entre adultos. É bem singelo e o ator principal é uma fofura só! A história mostra um garotinho que vive com a avó e não tem mãe, mas acredita que ela está viva e que um dia eles poderão se encontrar. Enquanto isso, ela tenta se apegar à alguma namorada do pai para que ela faça o papel de mãe e seja amiga dele. Vale a pena pra quem gosta de filmes sensíveis e quer chorar um pouco no final de semana. Muita gente diz que ele é a versão masculina e infantil de Amélie, porém eu acho bem diferente.

A Mulher Invisível

★★☆☆☆

Achei que ia ser suuuper engraçado por causa do Selton Mello, mas é fraquíssimo. Mesmo assim, o Selton Mello continua sendo o Selton Mello, o Vladimir Brichta faz um papel clássico de Vladimir Brichta e a Luana Piovanni tá mais linda do que nunca. Vaca.

Acho que o final é que degringolou mesmo o filme, porque ele é demorado e tem muitas reviravoltas (não gosto quando o filme tem muitos desencontros e voltas amorosas).

Tá, eu realmente não tenho mais o que dizer do filme! haha Na verdade tô só enrolando pro texto ficar certinho na diagramação! Lalala Selton Melo lalala hahaha

Eu Te Amo, Cara
(I Love You, Man)

★★★½☆

Filme de homenzinho, mas também faz meu tipo. Primeiro porque como não gostar do Paul Rudd, o Mike da Pheebs? E o ator que faz o melhor amigo dele também não tem como não gostar. O filme é cheio de piadinhas e situações engraçadas, muito bom.

Espero que da próxima vez que tiver post Sessão Pipoca por aqui eu possa comentar mais filmes vistos no Cinema. Tô com boas expectativas pra ver Inimigos Públicos e A Era do Gelo em 3D (que eu já fui “ver” duas vezes e deu problema hahaha) Eu voto em complô, e vocês?




E como não amar?
Monday, 20 de July de 2009 às 22:02
Categorias: Blog, Internet

23 Comentários


Enfim, ele chegou e me fez perceber que tudo poderia ser diferente. Eu poderia falar quando, do que e da forma que eu quisesse. Com ele, comecei a exercitar meu passatempo preferido: ser egoísta e egocêntrica. Falar sobre coisas que eu faço, que eu vejo, que eu gosto ou odeio. Eu, eu, eu. E o melhor, se alguém comentar, não sou obrigada a responder. Não sou obrigada a ouvir nada do que aquela pessoa fala também se eu não quiser. E você não se sente constrangido por isso. Porque com ele funciona assim: gostou? Casa. Não gostou? Dá logo um pé na bunda.

Sem necessidade de retribuir, eu faço o que eu quiser. Posso falar sozinha, ao vento. Posso dar indiretas para pessoas que estão por perto, ou então diretas para pessoas que nunca vi. E posso ficar dias sem falar nada, ele nem liga. É assim, liberdade total para cada vez ser mais e mais eu mesma. E guardar tudo de mim num histórico público. Os pensamentos soltos, as dúvidas existenciais, as narrativas de vida e até o dia que a tampa do meu fogão explodiu.

E como se não bastasse, ainda me dá oportunidade de acompanhar tudo aquilo que me acho no direito. E conhecer mais, e me atualizar, e compartilhar e ainda espiar. Embora tenham outros parecidos com ele, para mim ele é o único que me entende, e que eu entendo perfeitamente. Ele nunca vai me deixar sozinha.

Obrigada por existir, Twitter.

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