Highway to hell

16 de Junho de 2010

Casamento em Uruguaiana. Uruguaiana a 8 horas de Porto Alegre. Sem vestido e madrinha. Um pâncreas meia boca e a certeza de que nada ia ser muito fácil.

Então era isso, no feriado de Corpus Christi estava eu embarcando pra lá num ônibus levando uma caixa térmica com pão de queijo e vendo aos pedaços Elizabethtown dublado espremida numa poltrona, tentando convencer meu pescoço de que por aquela noite a cama ia ser um pouco diferente. Mal conhecia os noivos, mas nessas horas as formalidades falam mais alto e eu sucumbi. Precisava de algo pra me apegar, um amuleto, algo que me garantisse segurança durante os momentos mais difíceis: levei meu secador comigo. O meu secador 110w. Pro meu hotel 220w.

Meia hora de choro depois de um transformador estourado e tudo parecia bem, ignorando o fato de que eu não ia poder almoçar nada além de repolhos e batata doce, simplesmente porque não tem como encontrar uma restaurante árabe, mexicano, vegetariano ou natural na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. E os restaurantes todos fecham às 14h, então por mais que eu quisesse ver pra crer, não ia dar tempo de procurar nada adequado ao meu pâncreas revoltado na cidade.

Tirando isso, foi tudo bem mais ou menos. Nunca tinha ido a um casamento e me dei conta do quanto definitivamente não quero um tradicional. Padre, Igreja, músicas sem graça… no way! No fim, me desculpem quem discorda, aquilo não é para os noivos. Se trata de um agradecimento à Deus. É um ritual para Deus. Não tem nada a ver com o amor entre as pessoas que estão se unindo. É tudo uma submissão. Assunto pra uma vida, não um post, acredito eu.

Always look on the bright side of life…

No fim, a melhor coisa foi ter estado na Argentina, Brasil e Uruguai em um mesmo dia. Um feito bobo, eu sei que não é impossível. Mas já foi algo! Comprei um rímel novo da L’Oreal, um lip balm de morango, muitas guloseimas pras pessoas queridas (com a plena satisfação de que elas estariam felizes podendo comer o que eu não posso), um som novo modernoso pra minha mãe e ganhei meu perfume amado da Diesel: Fuel for Life Unlimited. Também comprei umas coisas diet num mercado de Libres e tomei suco de Pomelo.

A segunda melhor coisa de tudo foi meu sapato, que comprei pra combinar com o vestido e o casaquinho de pele. Surpreendendo a tudo e a todos, eu não usei um Cravo & Canela, e COMPREI um sapato. Sim, eu comprei. Já vejo a hora em que vou ter que dormir no sofá da sala pois não terei espaço no meu quarto que não tenha uma caixa de sapato brilhando.

A terceira melhor coisa foi ter tirado fotos muito bonitas da May. Céu azul, poucos prédios, bastante tempo livre. Me orgulhei.

E a quarta melhor coisa foi descobrir que a H2O de lá é bizarra.

Mas apesar da aparência de suco do Chaves, é boa.

Sessão Pipoca com chocolate quente

23 de Maio de 2010

Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas Tinha Medo de Perguntar)
Everything You Always Wanted to Know About Sex (But Were Afraid to Ask)

Um Woody Allen clássico! São sete curtas baseados em capítulos do livro de David Reuben, um psiquiatra especialista em sexo, mas totalmente voltados para o humor. E um humor incrível! Os capítulos são sempre perguntas curiosas sobre sexo, como “Afrodisíacos funcionam?” e a história é a explicação. As viagens de Allen vão desde um doutor que se apaixona por ovelhas até a humanização de todo o corpo humano na hora do orgasmo (que é o MELHOR dos capítulos).

Homem de Ferro 2 ★★★☆☆
Iron Man 2

O filme é mediano. O primeiro dá de 10 a zero, mas digamos que é aquele caso necessário para que o Tony Stark evoluisse alguns passos para enfim entrar para Os Vingadores algum dia. Como todo mundo sabe, ele é egocêntrico e pelo primeiro filme jamais cogitaria trabalhar em equipe, e esse filme é um intermédio pra ele repensar sobre isso e tal. O filme é TODO pra isso. E é claro que tem piadinhas boas, o Robert Downey Jr. sempre perfeito para o papel, é aquela coisa. Uma coisa que me impressionou foi como a Scarlett Johansson estava expressiva e dinâmica nesse filme… NOT! Ela e uma boneca dá no mesmo. Scarlett Tédio Johansson, sem nenhuma novidade. Mas falando sério agora, o que me impressionou foi como Gwyneth Paltrow tá velha! Gente, ela tava fofíssima no primeiro filme, e nesse ela tá mega sem graça. Fora que o romancinho deles ficou sem graça também, muito ajeitadinho. Preferia aquelas indiretas e tensãozinha de antes.

Amor à Queima-Roupa ★★★★½
True Romance

Ninguém me deu um Tarantino ainda. Meu aniversário é em julho, fica a dica. Esse filme tem o roteiro dele, mas foi dirigido por Tony Scott, o cara do Top Gun. Mas o filme é legal mesmo pelo roteiro. Imagine coraçõezinhos no lugar dos meus olhos nesse momento. A história é, pasme, uma história de amor! Christian Slater, no auge (e único momento) de sua beleza e Patricia Arquette sendo uma Courtney Love não tão junkie. E o mais incrível, embora tenha uma trama policial e muita gente se mate o tempo todo, continua sendo uma história de amor. E ela é muito lindinha, eu amei! Fico imaginando se o filme tivesse sido dirigido pelo próprio Tarantino. Talvez o romancinho fosse amenizado, mas algumas cenas seriam muito mais legais! Enfim, achei melhor do que Cães de Aluguel, e agora prevejo pessoas me xingando em 3… 2… 1…

Atenção pras botas do figurinho da Alabama! Muito lindas e super na moda! haha

Robin Hood ★★½☆☆
Robin Hood

Não é o bicho. Fui esperando um mega filme com Russell Crowe, porque ele não se mete em porcaria, mas é apenas um filme bem feito de aventura. Uma coisa que atrapalhou foi a imagem que eu tinha do Robin Hood já na floresta. O filme é sobre a origem dele, então essa parte da floresta é tipo… o final! Dando um grande gancho pra continuação, mas não acredito que ela saia porque o filme não empolga muito pra isso. Os cenários são muito bem trabalhados e compostos, mas achei muito repetitivo. A história é linear, e depois de ver o filme você consegue resumir em poucas palavras tudo. Não gosto dessa sensação, de que o filme teve 10 minutos arrastados em 2 horas. Sem contar que a Cate Blanchett nunca vai me convencer, essa mulher nasceu com cara de velha!

Na Natureza Selvagem ★★★★½
Into The Wild

Esse é aquele típico filme que a gente sabe que vai mexer com a gente de alguma forma. Primeiro porque é uma história real, e a veridicidade dos fatos sempre nos comove mais. Segundo porque a trilha é toda composta e tocada pelo Eddie Vedder, e quem conhece o cara sabe que ele traz uma intensidade absurda com ele. Terceiro que quem viu Alpha Dog e Milk sabe do que o Emile Hirsch é capaz de fazer. Mas óbvio que o guri, que é só um ano mais velho do que eu, destrói mesmo é nesse filme. Enfim, só vendo pra saber… Na minha opinião, não é um filme que incentiva você a sair por aí com uma mochila nas costas descobrindo o mundo de forma livre. Não. É uma história sobre utopia, frustrações, decepções, expectativas, relações humanas, solidão e auto conhecimento. Porque o que eu tirei disso tudo é que a viagem que o Chris fez foi muito mais significativa do que os 5 meses que ele passou sozinho no Alasca. O Alasca foi uma coisa burra, mas que ele precisava provar pra si mesmo que conseguiria. Mas as pessoas que ele conheceu, as experiências que teve durante o resto dos 2 anos que passou mochilando, foram muito mais importantes pra vida dele e ensinaram muito mais do que viver uma vida solitária com o que a natureza pode oferecer ao homem.

Amigas com Dinheiro ★☆☆☆☆
Friends with Money

Muito ruim. Muito, muito ruim. A vida de quatro frustradas, sendo que três delas pertencem à classe média alta. Era pra mostrar que rico também tem problemas, principalmente traçando uma comparação direta com a personagem da Jennifer Aniston, que é a amiga doméstica. Sei lá, achei fraco, depressivo e os diálogos super vazios. Sabe quando você CANSA das discussões? O filme é todo assim… aquelas briguinhas de marido e mulher, implicâncias, aff.. MUITO RUIM!

Cozinha: O que é isso?

27 de Fevereiro de 2010

Esse é o nome de uma comunidade minha no Orkut criada em outubro de 2004, cuja descrição é:

Quando chega a hora do almoço, a comida simplesmente aparece na sua frente. Você não sabe de onde ela veio, ou como foi feita, apenas sabe que ela está lá. Até que um dia você descobre que existe uma passagem secreta, um mundo obscuro chamado… COZINHA! O que é? Pra que serve? Você tenta descobrir. Depois de muitos incêndios, comidas horríveis, jantares estragados, amigos perdidos, receitas erradas e algumas dores de barriga, você percebe que era melhor nunca ter descoberto aquele maldito lugar. Afinal, você não sabe fazer nada lá mesmo.

Depois dessa, dá pra ver que eu sou o tipo de pessoa que nasceu pra ser madame ou vai viver de miojo pro resto da vida, né? Errado! Eu não sei fazer miojo…

Das histórias mais engraçadas na cozinha, tem a vez em que eu e o André tentamos fazer cookies, mas na assadeira eles se juntaram e formaram o maior cookie do mundo. Tipo uma pizza de cookie. Não ficou ruim, mas né… Não eram cookies. Outra vez tentamos fazer umas bolachinhas amanteigadas, mas que não pegavam consistência nunca (vide a foto do post). Seria a primeira bolacha líquida? Talvez. Tivemos que ligar pra mãe do André pra saber o que faltava. Sem contar que eu não sabia diferenciar sagu de ambrosia e só aprendi a ferver água em 2009. Mas ainda tenho algum receio de fazer isso…

Como penso em um dia morar fora e logo sair de casa, veio o problema: se eu não sei cozinhar e não posso comer qualquer coisa, fica difícil levar esse sonho adiante, certo? E então, inspirada pelo fofíssimo Julie & Julia, vim avisar que me proponho a um desafio público: fazer uma receita por semana. Toda quinta-feira a partir de março, aqui no blog, vocês podem esperar por receitas integrais, diets, vegetarianas ou sem glútem. Vou testar, documentar tudo e postar aqui, dando certo ou não. Podem cobrar de mim! E vamos ver no que vai dar. Esse é mais um passo do PROJETO 2010: por uma Bruna melhor – e por uma cozinha limpa e útil.

Curiosidade
: Por conta dessa comunidade, fui até convidada para participar do novo programa do Claude Troisgros, o Que Marravilha (acho que estréia no mês que vem no GNT), onde ele vai ensinar uma pessoa totalmente n00b (oi!) a preparar um prato para amigos e conhecidos. Achei muito divertido, mas infelizmente não pude aceitar porque as gravações teriam que ser no RJ e na casa de alguém e achei muito complicado pedir emprestada a casa de algum amigo carioca para fazer filmagens hahaha

Sessão Pipoca com Cookies

20 de Outubro de 2009

Falando Grego ★½☆☆☆
(My Life In Ruins)

Eu sei porque eu fui ver esse filme. Já tinha visto todos os outros que estavam em cartaz e queria comer a pipoca. Não, eu achei que teria o nível fofo e engraçadinho de Casamento Grego. Mas não tem. A atriz é fofa e engraçadinha, mas o filme é super raso e cheio dos clichês. Sério, péssimo! A intenção é boa, uma crítica aos guias de turismo que exploram os turistas e acabam deixando a cidade apenas como um pano de fundo. Ah, vale citar Alexis Georgoulis, que faz o motorista gato. É óbvio o que vai acontecer com ele, mas o resultado vale a pena haha

A Verdade Nua e Crua ★★½☆☆
(The Ugly Truth)

Pra quem gosta de Guerra dos Sexos, ótimo. Para outros, Rei Leônidas vem ni mim! =P Lembrem da minha lista de homens sujos e de barba e vocês vão saber o que achei do filme haha No mais, a Katherine Heigl sempre subindo no meu conceito fazendo essas comédias românticas não muito convencionais (começou com Ligeiramente Grávidos). Ah, e eu lembrei de onde eu tinha implicância com ela! Alguém mais via Roswell? Ok, não. Então, o filme também tem pontinhas de crítica sobre a audiência da televisão, mas só pra conduzir a história, que é bonitinha. Não tem como uma mulher não se apaixonar por um cafajeste legal, tem?

Bastardos Inglórios ★★★★★
(Inglorious Basterds)

Quero ver de novo e quero o Tarantino pra mim. =) Eu sei que eu já tenho um, mas quero o de verdade. Se ele vier com o Brad, acredito que um dia de vida seja suficiente pra mim. Ah, tá.. o filme né? Muito bom! Em todos os sentidos. Não sei nem o que dizer direito… e quando eu não sei o que dizer de um filme, é porque eu gostei MUITO. Os personagens, os diálogos, a história, a montagem, os atores, a trilha sonora. Tudo TÃO Tarantino que só posso repetir: quero ele pra mim. Pode ser? Natal tá chegando, gente! Cadê o clima de solidariedade? O Coronel Hans Landa é INCRÍVEL e vai ter que ganhar um Oscar. Sério, por favor.

Distrito 9 ★★½☆☆
(District 9)

Adoro quando eu vou ver um filme sem saber nada dele. E eu não gosto de ET’s. Aliás, toda vez que eu reafirmo que não curto ficção científica, vem um filme e me dá um tapinha na cara, pra mostrar que não é tão ruim. A história é completamente bizarra (porém crítica e metafórica) e o começo documentário meio The Office é muito engraçado. Aliás, a voz do Sharlto Copley é bem parecida com a do Steve Carrel, e no começo no filme ele é meio babacão. Fora isso, é um filme bem comum de ação e perseguição. O que achei mais incrível foi ver que depois de uma hora e quarenta minutos, lá estava eu torcendo por um bicho que parece um camarão gigante, totalmente escroto. É incrível a humanização que foi criada na relação de Wikus e Christopher. Mas minha mãe me falou que já tinha feito isso em 1985, no filme Inimigo Meu, então… desconsiderem! haha

Cães de Aluguel ★★★½☆
(Reservoir Dogs)

É óbvio que depois de babar no Bastardos Inglórios eu quis ver todos os filmes do Tarantino. Ainda não cheguei no nível de loucura de ver Kill Bill, mas vamos lá. Acho que a introdução do filme é melhor do que ele como um todo. Não achei a história tão legal, mas é legal. Olhando esse filme, que foi o que praticamente lançou Tarantino, e o mais novo dele em cartaz, fica claro o amadurecimento. E ao mesmo tempo, a essência que permanece, banhos de sangue que provocam risadas. Acho que o maior êxito do filme, na época em que foi lançado, foi ter marcado o estilo Tarantino. É muita originalidade, e agora, principalmente depois da “popularização” do Pulp Fiction no meio do pessoal alternativo/cult/publicitário já não surpreende tanto. Ou não ME surpreende. Vale dizer que o Steve Buscemi, só por ser o Steve Buscemi, já é engraçado.

Chinatown ★★★½☆
(Chinatown)

Filme clássico noir com Jack Nicholson. Não tem como ser ruim, né? Mas eu tenho a impressão de que filmes noir sempre deixam a desejar no final… sei lá, nunca me acostumei com o clima realista e injusto que eles terminam, fazendo você ficar pensando “a vida é mesmo uma merda”. Mas é bem legal! E agora só faltam 24 filmes do Polanski pra eu completar a filmografia dele! YAY! ¬¬ Acho que o próximo vai ser O Inquilino.

Indiferença Oriental

21 de Agosto de 2009

Não sei o que acontece, só sei que nada me interessa quando o tema é “oriental”. Não me levem a mal, não é que desgosto. Simplesmente não gosto. Parece chato, além de confuso. Não vou nem comentar sobre o Oriente Médio com aquela chatice de vários países com nomes parecidos e outros tantos ainda que a gente nem lembra que existe, a não ser quando compra album de figurinhas ou, sei lá, vê um Discovery Channel.

Mas o meu problema é mesmo com o Extremo Oriente. Nunca sei diferenciar lugares ou pessoas na Coréia, Japão, China. Pra mim é que nem Norte e Nordeste do Brasil, eu NUNCA sei onde ficam as cidades, e nem ao menos se são cidades ou estados. Ok, eu sei que tenho sérios problemas com Geografia. Lembro de planícies, planaltos e depressões apenas. Enfim, coisas orientais são estranhas.

Não tenho vontade de conhecer nenhum país, por exemplo. Ficar andando no meio de símbolos loucos. É como viver no mundo do Wingdings. É óbvio que japoneses (ou chineses, ou coreanos) são bons em memória. Eles tem que decorar mil símbolos pra poder ler alguma coisa. Ou certo que pra eles também é Wingdings e eles tem um generator-chat pra conversar, ou coisa do tipo.

Eu nem sei quem xingar quando esses malditos japoneses (ou coreanos, ou chineses) fazem algo melhor do que eu ou me ganham em algum jogo multiplayer. E, acreditem, isso acontece com bastante frequência. Bastardos… orientais!

Algumas coisas que eu gosto: árvores Sakura, Kung Fu Panda, Lucy Liu, miniaturas e bonecas irritantemente perfeitas. É, acho que é isso.

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