Dica Netflix: The Killing

5 de Junho de 2013

The Killing

No último domingo (02.06), estreiou o primeiro capítulo da 3ª temporada de The Killing, série que eu conheci no Netflix mês passado.

Essa série é baseada numa série dramática dinamarquesa chamada Forbrydelsen. A versão americana tem 2 temporadas de 13 episódios (as 2 disponíveis do Netflix!) com a história do assassinato da adolescente Rosie Larsen, sendo cada episódio equivalente a 1 dia.

Diferente de outras várias séries de suspense e crime que eu acompanho, The Killing, além de focar na investigação do caso de assassinato, também tem espaço para o luto e as consequências que o caso teve na vida da família da Rosie e em outras pessoas que faziam parte do seu círculo social. Ou seja, quando dá merda, existem muitas outras merdas ainda por trás, e muitos segredos que as pessoas não querem revelar sob investigação, mesmo que não tenha nada a ver com o crime. Tenso!

Foi a única vez em que eu realmente pude sentir a dor da perda através de um seriado, e sofrer junto com os personagens. É tudo muito real e intenso. Os atores estão todos muito bem em seus papéis (não conhecia nenhum deles!) e a história é bem feita, cheia de reviravoltas e toda redondinha. Os detetives principais são Sarah Linden (Mireille Enos, a mulher do Brad Pitt no World War Z) e Stephen Holder (Joel Kinnaman, ator sueco pitéu escalado pra fazer o remake do Robocop 2014). A personagem da Linden é muito boa, porque ela é conturbada, obcecada, meio antipática, com cara de cu na maioria das vezes, sem maquiagem e extremamente sensível. Real, sabe? O personagem do Holder também ganhou muito destaque com o personagem, que é todo malandro e engraçado, tem diálogos ótimos com sua parceira, é ingênuo e querido e um ex-dependente querendo construir uma carreira sólida na polícia e fazer justiça a todo custo.

Pra quem curte seriado com muita ação, talvez não seja recomendado. A investigação é longa, e, apesar de eu achar que cada capítulo acaba com um super gostinho de quero mais e uma batucada de fundo que instiga muito, vale lembrar que as primeiras duas temporadas são inteiras sobre um mesmo tema, e para alguns isso pode ser considerado cansativo.

Como eu já disse, a história é meio down, então evite começar a ver caso você esteja de TPM ou num dia deprê. Eu, mesmo acostumada com séries fortes e estando de bem com a vida, acabei a segunda temporada e passei uma meia hora chorando descontroladamente. #soudessas

Se interessou? Então assiste aí o trailer!