Rafinha Bastos – A Arte do Insulto

30 de Novembro de 2008

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Conheci o Rafinha Bastos na época da Página do Rafinha, que continua no ar. Mais tarde, lembro de ter lido uma entrevista com ele no Judão e ter descoberto o stand up comedy. Depois foi a vez de acompanhar Mothern, os vídeos sensacionais do YouTube e, por fim, CQC!

Ontem eu completei a maratona Rafinha, pois eu e André fomos ver A Arte do Insulto, o stand up comedy solo dele, no Teatro da AMRIGS. Não seria novidade nenhuma eu contar que foi um sucesso, que a casa tava cheia, que todo mundo quase morreu se dobrando de rir (até mesmo quando ele diz “oi, meu nome é Rafinha Bastos”) e que o Rafinha é um fofo! ^^ Fiz questão de abrir o post com a mesma música que abre os shows dele: DMX – Party Up In Here.

O mais legal foi ouvir piadas exclusivas de coisas daqui, como o famoso mistério das placas de Conserta-se Gaitas, a duvidosa qualidade do IPA, o cabelo do Borghettinho, e a idade de Tânia Carvalho.

Apesar de eu ter sentido uma forte e incontrolável vontade de fazer xixi a partir do minuto 2 da apresentação do Rafinha e isso ser agravado cada vez que eu ria – e a situação piora porque não tem momento em que você NÃO ri – eu consegui resistir até o fim! Sim, amiguinhos! Eu sou uma campeã!

O mais estranho é que eu tava com medo de ir. Sério. Eu sou o tipo de pessoa que não consegue dar uma gargalhada mega espontânea no cinema, por exemplo. Eu meio que rio pra dentro, acho. Também fico constrangida quando estou num grupo de pessoas e elas se matam de rir por algo enquanto eu apenas sorrio por não achar tão engraçado. E aí elas não param de rir daquilo, e eu sou obrigada a ficar soltando uns “hã” de vez em quando. Uma pessoa amarga, talvez? Não. Acho que os outros é que são bobos demais. Brincadeira, gentem! hehe *preciso manter os leitores do blog* Mas então, quando menos esperava, lá tava eu soltando a cabeça pra trás e rindo muito porque o Rafinha falou do pênis dele. That’s the real magic of life.

Não pude tirar fotos porque surgiu uma sessão extra depois da nossa, e teríamos que esperar até o final, mas achei um vídeo com o comecinho da segunda apresentação dele AQUI pra vocês darem uma bizoiada em como foi.

Don’t touch my stuff

26 de Novembro de 2008

Eu acho que é um mal de filha única, mas também acredito que tenha a ver com meu signo. Eu sou terrível pra emprestar coisas. Tenho um ciúmes danado de tudo que é meu e reza a lenda que quando pequena eu trancava a porta do meu quarto quando os filhos das amigas da minha mãe vinham aqui em casa. Ok, eu me lembro perfeitamente de parar na frente da porta e dizer “não existe nada pra lá, a casa termina aqui!” e tentar convencer uma criança menor do que eu de que talvez aquela porta fosse um erro arquitetônico, vai saber?!

A questão é que pouco disso mudou no alto dos meus 22 anos. Mas estou melhorando, é verdade. Já não páro mais na frente da porta, e ano passado emprestei uma box de Friends e outra de Seinfeld pro meu melhor amigo, que tinha feito uma operação no joelho e provavelmente ficaria de molho um tempo. Foram meses fingindo naturalidade e tranquilidade, tentando dar os ares de alguém que tinha mais o que pensar do que em qual dvd player tocavam meus DVD’s. A verdade é que me contorcia na cama sonhando que alguma das box poderia voltar com marcas de dedos, um risco de caneta, ou, pior ainda, um dos cantinhos levantado.

Não gosto de pensar em emprestar maquiagens, roupas, livros, DVD’s. Mas estou trabalhando bem com a idéia de emprestar canetas BIC na aula. Apesar de tudo, não sou uma pessoa materialista, antes que joguem meu nome na Medina. É aí que acho que entra o lado canceriana de ser, pois eu agrego muito valor à essas coisas. Elas parecem únicas pra mim, mesmo que existam outros exemplares, modelos, etc. Guardo porcarias que meu pai me deu só porque foi ele que me deu, e isso inclui um chaveiro de bicho horrendo laranja de mola, mistura de hipopótamo com tamanduá.

E depois de todas essas constatações, não é de se estranhar a minha reação diante da pergunta do meu namorado – que aprendeu muito bem a dividir os materiais com os coleguinhas: Que tu acha de reunir o pessoal aqui em casa pra fazer a inauguração do meu Wii?

*olho pra ele, séria. grande suspiro. olho pra frente de novo.*

Ah, por favor. Todo mundo sabe que meu Wii seria guardado numa redoma de vidro em algum lugar das Antilhas Holandesas, onde eu jogaria o mesmo jogo pra sempre só pra não ter que comentar nada com ninguém. Com luvas descartáveis, claro.

Favoritos: Marian Bantjes

24 de Novembro de 2008

Resolvi dividir um pouco meus favoritos. Não me lembro como a Marian Bantjes entrou lá, mas definitivamente sei porquê. Ela é uma designer, ilustradora e escritora canadense que faz tipografias lindas para revistas. A mistura design + ilustração + tipografia faz do trabalho da Marian algo totalmente original e os resultados são incríveis!

SuperInteressante


Mais sobre a Marian: Site oficial

Pra quem gosta de tipografia: Typographica e Tiro Typeworks.

Sessão Pipoca Doce

20 de Novembro de 2008


★★★★★

Vicky Cristina Barcelona: Novo filme do mestre Woody Allen que eu fui ver ontem! Muito bom! A narração feito livro, a Penélope Cruz roubando a cena, o cenário de Barcelona, o clima artístico e a discussão de até que ponto temos a mente aberta, os personagens e até mesmo a falta de sal da Scarlett Johansson, que nem me irritou tanto. O mais legal da história é que fala sobre uma viagem à Barcelona que ao mesmo tempo que muda tudo na vida das duas personagens, acaba não mudando nada. Essa é a melhor definição que encontrei pro filme. Pequeno comentário-spoiler abaixo.

A cara das duas no final indo embora de Barcelona e a narração é ótimo. Concluir que Vicky realizou tudo que não tinha em mente e poderia ter uma vida nova, mas volta pra casa com a vida que planejou; e Cristina viveu uma relação diferente de todos os clichês que odiava bem do jeito que queria, mas volta pra casa sem nada daquilo e continua buscando algo que não sabe o que é. Sensacional.

Pão e Tulipas ★★★★★

Fazia muito tempo que eu queria assistir esse filme. Minha professora de Religião tinha comentado ele na aula quando eu tava no 3º ano do colégio, mas só agora fui pegar na locadora pra ver. É um romance italiano muito, muito fofo, que me lembrou Sob o Sol de Toscana. A história mostra uma mulher que resolve sair da rotina e enfiar o pé na jaca por alguns momentos, já que como mãe e dona de casa não tem muitas aventuras e não parece ter o reconhecimento do restante da família. O pano de fundo é Veneza e embora a reflexão do filme seja algo dramático, tem muitos momentos cômicos, protagonizados por um gordinho detetive e uma vizinha massagista. Vale destacar o personagem do Fernando, que é encantador! ^^

007 – Quantum of Solace ★★★★☆

Eu não sou uma grande fã de 007. Na verdade, só vi o Cassilo Royale, porque eu e o André ganhamos ingressos pra pré-estréia fechada que teve, e é bem legal! Aí eu fui ver 007 – Quantum of Solace, já que agora acompanho Daniel Craig pelo mundo de espiões fodões. O filme é muito bom, mas as cenas são muito cortadas e deixa ele mega rápido! Tipo… não sentem muito na frente, senão vocês vão ter a sensação de que estão numa montanha-russa circular. Algumas cenas tipo a luta nos andaimes e James Bond dentro do elevador + a música tema do 007 fazem você ficar assim: *06*

Rockanrolla ★★★☆☆

Filme do Guy Ritchie (não, ele não é apenas o ex-marido da Madonna) é obrigatório aqui em casa. Depois que fui apresentada à Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes, é lei ver todos os filmes dele. RockanRolla segue o estilo mil e um personagens, todos querendo sacanear uns aos outros, personagens principais bonitões, vilões difíceis de matar, 7 reviravoltas por segundo e comédia+ação, mas não achei tããão legal. Ok, é difícil superar os dois primeiros, essa que é a verdade. Mas as cenas atrapalhadas dos assaltos valem o filme todo, são muito engraçadas.

A Morte Pede Carona ★★★½☆

O André comprou esse da Coleção Cinemateca da Veja que eu comentei aqui e a gente viu nesse final de semana. Ah, eu adoro um suspense psicológico, gosto bem mais do que terror explícito. O filme, apesar de antigo e por isso ter algumas coisas tosquinhas, é bem bom! Super tenso, do tipo “vilão-que-não-morre-nunca” e bem freak. No começo tive algumas implicâncias com o “mocinho” por ele ser um adolescente, mas ele foi bem no papel. O estilo do filme me lembrou aquele Perseguição – A estrada da morte.

Beeijos! ;)

Emagreça dormindo

18 de Novembro de 2008

É rápido, é prático. Nesse post, vou ensinar o melhor método de perder aquela barriguinha indesejada, ou aqueles pneuzinhos que teimam em continuar no seu corpo mesmo depois da dieta, e ficar pronta para o Verão.

Minha melhor amiga, que vai se formar em Janeiro, veio com a idéia da gente fazer drenagem linfática. Ela tinha uma indicação bem barata, e eu achei que seria uma boa experimentar algumas sessões pra ver o quanto faz diferença. Marcamos pra sábado de manhã.

Chega quinta-feira, fui almoçar com o André no América. Já faz algum tempo que descobrimos o meu prato preferido de todo o Iguatemi: Veggie Burguer. Lembra um pouco o Veggie Fiona, já extinto do Mc, mas é mais caro. Depois, fomos ver Rockanrolla (muito bom, próximo post eu comento os filmes atrasados). Quando eu saí do cinema, minha cabeça parecia que ia explodir! Cheguei em casa e não conseguia me concentrar em nada no computador. Comecei a passar muito, muito, muito mal! Tive dor de estômago, diarréia e vômito a noite toda, acordei de hora em hora, e justamente na sexta-feira eu precisava ir à aula pra apresentação de um trabalho (oi Murphy!). Levantei com aquela vontade e fui pra aula branca, já prevendo o momento em que eu desmaiaria no meio de uma longa e entusiasmada dissertação sobre o fait divers de Barthes ou ainda vomitaria encima do meu professor que já me assusta por ter mãos pequenas demais e um olho de vidro. Consegui sair viva e com a roupa limpa da aula e fui esperar minha melhor amiga pra voltar. Fiquei me entretendo com a sutil manifestação de um grupo de alunos da História que estavam cochichando num megafone as injustiças das eleições do DCE, DRC, DCR ou seja lá como chama o grupo de alunos que enganam toda a PUCRS há 18 anos. Enfim chegou a minha amiga, que ao perguntar “tá melhor?” foi como se tivesse me dado um soco no estômago e me obrigado a responder “não, acho que vou vomitar”. Sim, eu vomitei na PUC. Foi maçã, foi horrível. Ela fez um escândalo tão grande no bar que conseguiu fazer toda a fila gritar por água. Voltei pra casa, deitei na cama e lá fiquei vendo toda a incrível grade de programação da Globo com meus 39ºC de febre. Meu final de semana foi em recuperação tomando piscinas de água.

Foi uma virose? Um Veggie Burguer estragado? Uma praga do velho Barthes? Não sei, mas garanto que emagreci mais do que minha amiga que foi lá fazer a massagem no sábado! E foi só dormindo! hahahah

Página 1 de 212