Dica Netflix: Modern Family

11 de Setembro de 2014

Quando colocaram TV a cabo lá em casa (por volta de 1997, talvez?), eu fiquei viciada em Sony e Warner. Eram meus canais preferidos, e só passava os famosos “sitcons”, os seriados de comédia norte-americana. Na época, a Warner passava a tríade Full House, Step by Step e Who’s The Boss? e eu amava e via os 3 em sequência quase que diariamente. Já a Sony tinha Mad About You, Seinfeld e The Nanny, clássicos. Depois comecei a ver o seriado que, por muitos anos, foi meu xodó: Friends. Eu tinha até um site de Friends em época de conexão discada, ou seja, a cada 4 minutos eu tentava subir uma mísera fotinho pra minha galeria de fotos hahaha

Eu demorei a me acostumar com a chegada das séries de 40, 50 minutos. Histórias mais densas, capítulos que terminavam sem uma conclusão, era tudo muito diferente. Aos poucos, os seriados de comédia foram ficando em segundo plano, e os mais novos do gênero eram bobos demais.

Hoje, vivemos uma época em que grandes séries conquistaram um lugar incrível, e, na minha opinião, confrontam violentamente a fase meio decadente do cinema. No meio disso tudo, eu encontrei Modern Family! Um seriado com uma narrativa bem moderna, um núcleo de personagens gigante e que me lembrou os seriados de comédia que eu costumava assistir.

Foi, literalmente, paixão à primeira vista quando assisti a esse episódio, totalmente aleatório, passando na TV:

Achei o roteiro super bem montado, as piadas rápidas e sem risadas gravadas de fundo, e no elenco tem o eterno Al Bundy, de Married With Children (que peguei terminando na minha época de comedinhas da Sony e tá disponível no Netflix também!). Outra coisa é que no meio da história existem depoimentos, uma coisa meio The Office, mas não é por estarem gravando um documentário e sim mais como um canal de comunicação com o espectador: eles falam de segredos, contextualizam algumas piadas, relembram histórias, coisas assim.

Mas Modern Family vai além de cumprir bem seu papel de melhor seriado de comédia – só pra constar, ganhou o Emmy nessa categoria simplesmente todos os anos desde 2010 -, porque ela fala de FAMÍLIA em suas mais variadas formas.

Diversidade

A família que une todos os núcleos é a de Jay (o Al Bundy!), sua filha Claire (Julie Bowen), e seu filho Mitchell (Jesse Tyler Ferguson). Jay é casado com uma mulher colombiana muito mais jovem, a Gloria (Sofía Vergara), e eles vivem com seu filho pré-adolescente, o Manny (Rico Rodriguez).

A Claire forma a família comercial de margarina, tradicionalzona. É casada com Phil (Ty Burrell, melhor personagem!) e tem 3 filhos: a patricinha, a nerd e o caçula pateta. Já Mitchell é casado com Cameron (Eric Stonestreet) e, juntos, adotaram uma bebê vietnamita, a Lily.

Dá pra perceber o tanto de temas que a história aborda? Imigração, casamento homossexual, diferença de idade, adoção e, principalmente, o conceito de que família é aquele grupo de pessoas que brigam, celebram, compartilham, se estressam, se ajudam e, acima de tudo, se amam, independente da sua formação. Eu acho DEMAIS uma série com essas abordagens, que para muitos seriam super polêmicas numa conversa de bar, fazer tanto sucesso assim. E também de uma série de comédia manter a estrutura básica e ainda trazer isso pra gente debater, se quiser. Como disse o ator que faz o Cam, esse não é o principal objetivo da série, porém “through laugh comes change” (através do riso vem a mudança).

Modern Family

No Netflix dá pra assistir as três primeiras temporadas (a série atualmente está em sua sexta temporada) e começar a seguir a rotina dessas famílias fofas, curtindo uma boa comédia!

E nasce Inacio

4 de Setembro de 2014

Sem anestesia, sem soro ou ocitocina sintética, sem episio e sem acento no nome. Assim eu escolhi que nascesse o Inacio.

Mas como eu fiz essa escolha e como foi o meu parto?

Pra quem não acompanhou toda a história no blog, eu tenho um namorado que se pudesse teria gerado 9 meses, parido e amamentado o filho. O Rafa participou muito, e foi compartilhando tudo que ele via e lia que eu me informei sobre o parto. Descobri que informação é poder, e tendo esse poder fica muito mais fácil decidir o que você quer e lutar por isso. Infelizmente, nem todo mundo sabe disso ou concorda e muitas mulheres abrem mão desse poder. Aqui no Brasil as coisas tomaram um rumo bizarro e acabou ficando difícil ter os nossos direitos na hora do parto. Difícil, mas não impossível! Saimos em busca e achamos as pessoas certas para nos acompanhar nesse momento, e assim conhecemos o Dr. Ricardo Jones e sua mulher, a enfermeira obstetriz Zeza Jones, e a doula Zezé.

Meu bebê estava previsto para o dia 04 de março de 2014. Adivinhem? Dia de Carnaval: Inacio já iria nascer sambando na cara da sociedade. Algumas pessoas me alertaram sobre mudanças de lua e eu, cética, nem prestei atenção nisso. Até que no dia 13/02 para 14/02 mudou a lua pra Lua Cheia. Passei mal. Dia 21/02 para 22/02 mudou a lua para Lua Minguante. Passei mal. Dia 28 de fevereiro para 01 de março iria mudar a lua pra Lua Nova. Lua NOVA! Coloquei na cabeça que, depois de ter passado por duas trocas de lua que me afetaram de alguma forma, era nessa que ia começar meu parto. Fiz biscoitos com forminhas de mamadeira e bercinho, deixei uma garrafa térmica cheia de chá e a bolsa da maternidade do lado da porta. Eu tinha C-E-R-T-E-Z-A que esse seria o dia.

Eu e o Rafa passamos o dia 01 todo meio que esperando aquela cena de filme, em que a bolsa estoura e começa a preparação de ligar para a doula, parteira, e… nada. À noite, um casal de amigos veio aqui em casa fazer uma janta, um quiche de cebola. Nada, nada, nem perto de eu me sentir diferente. Eles foram embora perto da meia noite e eu e o Rafa ficamos no computador, conversando, ouvindo música. Acabei dormindo de roupa mesmo atravessada no meio da cama e acordei lá pelas 3h da madrugada com uma espécie de cólica. Na verdade, eu acordei por causa da cólica. AHÁ! Sabia! Quiche de cebola indutor de partos. Falei pro Rafa que era pra ele contar os intervalos e fui pra baixo do chuveiro, pois sabia que se passasse não era nada. Fiquei gritando lá do chuveiro “começou!”… “deeeeu!” hahahaha Rafael tecnológico abandonou o caderninho e baixou rapidamente um aplicativo de contar o tempo das contrações. Fiquei com vergonha de ligar para a Zeza em plena madrugada (como se isso nunca acontecesse com ela) e esperamos um pouco mais. Enquanto isso, eu tava rindo e fazendo altos bullying com as minhas contrações dizendo “o queeee? é só isso? pffff, que dorzinha mais ridícula! manda mais pressão no útero que tá pouca!”. Sim, eu estava cutucando a onça com vara curta.

Depois de um bom tempo nessas de “mais uma!”… “cabôôô”, o Rafa ligou pra Zeza. Ela disse que era pra esperar ficar um pouquinho mais forte e chamar a Zezé, minha doula. Ligamos pra Zezé lá pelas 7h da manhã e ela prontamente tomou um café e veio aqui pra casa. Uhu! Trabalho de parto! A Zezé me explicou que era pra respirar tentando soltar o ar com a boca aberta e fazendo um som alto, tipo me libertando mesmo. Imaginar que estava ajudando também a abrir o caminho para o Inacio, e me abrir para uma nova fase. Me concentrei bastante para meu psicológico colaborar, já que ele é essencial no trabalho de parto, e foquei nos exercícios. Respira, rebola, se solta, aceita. O Rafa fez uns vídeos desse momento e eu parecia estar chapada. Sinal de que tudo estava indo bem! :)

Em casa

Em casa

Aí a Zezé me perguntou “dor de 1 a 5?” e eu respondi “ah, uns 3!”. Dava pra aguentar, apesar de já sentir uma dor mais desconfortável. Estávamos perto da 1h da tarde e ela achou que devia ligar pro Ricardo vir pra cá e fazer um exame de toque. Ele veio, comeu biscoitinho, fez o exame e já estávamos em quase 7cm de dilatação! Fiquei muito feliz! Estava tudo dando certo, fluindo, exatamente como eu queria e minha bolsa ainda estava intacta! Mas aí eu fiz mais alguns exercícios, agachando durante as contrações e… ela estorou! O Ricado pediu pra eu ficar mais uma hora no chuveiro que depois faríamos outro exame. Ok, nesse momento eu estava com a bola de pilates dentro da banheira, com uma mão me segurando num lençol amarrado na minha janela e outra mão segurando em outro lençol amarrado no meu box. Começou a ficar um pouco mais tenso o negócio. Eu já não me sentia muito bem em várias posições e as contrações estavam se vingando de mim. Próximo exame de toque: 9cm de dilatação! Só faltava mais 1cm para a dilatação total!

Mesmo eu tendo mudado de ideia na hora e topado um parto em casa, a Zeza estava de plantão e a gente decidiu que era hora de ir pro hospital Divina Providência, aqui em Porto Alegre. Eram 3h da tarde. Eu pensei que com 9cm estava a minutos de ter o bebê, que ele poderia nascer no caminho, dentro do carro. Ah, o carro… não foi uma boa experiência. Quem estava em outros carros e olhava pro banco de trás do meu provavelmente via algo parecido com isso:

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Dor de 1 a 5? Acho que 5.

Chegamos no hospital e já não gostei… estava com contrações fortes e tive que mudar de ambiente e nervosa pensando que alguém do hospital ia encher o saco com qualquer coisa. O Rafa ficou na recepção pra pegar papéis pra preencher e eu fiquei numa sala de pré-parto. Depois, quando fui pra sala de parto, por mais que o tempo passasse, parecia que o meu desenvolvimento tinha estagnado. Cancela o parto, galera, não vai rolar. Comecei a desistir. Zeza, Zezé e Ricardo me olhavam do tipo “ah, ela chegou na fase de desistir”, porque essa fase, gente, ela é real. Parece que simplesmente não vai dar, não vai evoluir, você vai ficar ali sentindo contrações pra sempre. Você está cansada e em outro planeta, querendo acreditar que a dor vai sumir e uma cegonha irá trazer seu bebê.

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Companheiros

Passaram-se umas 3 horas e eu não sentia a coisa andando. Comecei a ficar irritada porque me senti frustrada. Pô, 9cm de dilatação não é quase ganhando? Mas, hoje, eu vejo que foi exatamente essa expectativa e frustração que fizeram com que a parte final do meu trabalho de parto fosse mais lenta. Tenho várias lembranças embaçadas dessas 3 horas, e só consigo lembrar de chegar no hospital / Zeza chegando na sala / eu sentada no colo do Rafa / eu no chuveiro / eu na cama já de cócoras. Eu, pessoa sedentária que se quisesse dançar até o chão numa festa sentiria os joelhos tremerem e perigando não levantar nunca mais, de cócoras.

cadeira

Tenso!

Tenso!

Eu não me preparei para esta posição e jamais pensaria que ia conseguir parir assim. Embora exista a dor, o expulsivo venha com ardência e por alguns segundos parece que tudo é impossível, isso é muito diferente de SOFRER. É difícil, é um momento de transição, e todo momento de transição é dolorido. Porém, nem sempre é sofrido. Meu expulsivo foi dolorido e um pouco devagar, mas de um segundo pro outro o Inacio nasceu! Às 7h14 da noite, com 4,300kg e 52cm.

Parto

Parto

E aí, de repente, não sentia mais dor nenhuma! Era como se nunca tivesse sentido. Tudo estava bem, não fosse o azar de pegar uma pediatra plantonista que levou o Inacio, sem deixar ele mamar. Segurei ele rapidamente depois do parto, em meio a conversas meio preocupadas das enfermeiras do hospital, que pareciam nunca ter visto um parto normal. Parto domiciliar para o próximo filho, sim ou com certeza?

A expulsão da placenta foi super tranquila, mas tive que dar alguns pontos por causa de lacerações. O Inacio ficou um tempo em observação e eu também, e mais à noite subimos pro quarto. Estava bem cansada, mas com um filhinho lindo dormindo do meu lado! :) O meu mamutinho. Não tive ataque de pânico, não tive problemas de dilatação e acho que mesmo que eu tenha aprendido a confiar mais no meu corpo, foi super importante estar com pessoas que também confiaram. A Zezé e a Zeza parece que criaram um círculo de energia feminina ao meu redor e isso dá muita força, é algo quase mágico. Missão cumprida com sucesso! E ali começava a Era Inacio…

heart

Inacio

Rafa e Inacio

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Nós

A finaleira – último trimestre da gravidez

22 de Julho de 2014
Barrigón viajante

El barrigón viajante – 7 meses

O último e derradeiro trimestre, enfim, chegou. E foi o mais movimentado!

Aproveitei que minha gravidez estava normal e saudável, com todos os exames em dia e planejei uma viagem com o Rafa e a sogra. Quem viaja com a sogra? Eu aqui! Com 7 meses de gravidez, fomos visitar os hermanos aqui do lado fazendo o roteiro Montevideo, Colônia del Sacramento e Buenos Aires. Me surpreendi com o quanto que aguentei caminhar – ainda mais no calorão que fez em dezembro por lá. Caminhei mais do que Forrest Gump correu, subi de escadas o farol de 27 metros de altura de Colônia, comi alfajor e sorvete Freddo e voltei um pouco mais pobre, mas feliz. E ainda grávida, beeem grávida.

No terceiro trimestre também foi quando montamos o quartinho do Inacio. Seguimos muitas coisas do método Montessori pro quarto, então pretendo fazer um post mostrando detalhes, já que tem várias coisas diferentes – como a ausência do berço, por exemplo.

Com nosso obstetra e parteira definidos, também estava decidido que meu parto seria normal e sem nenhuma intervenção desnecessária e/ou que eu não quisesse, como a indução com soro+ocitocina sintética, a anestesia e a episiotomia. Racionalmente, eu já tinha lido bastante, tinha o apoio do Rafa (o apoio do parceiro é o principal para a grávida!), tinha plena confiança nos profissionais que eu escolhi para estarem comigo durante o parto e sabia que estava escolhendo a melhor opção que existe pro meu bebê nascer. Mas, no fundo do meu âmago, comecei a ter muitas dúvidas se EU era o tipo de pessoa para este parto. Quem acompanha o blog sabe que já sofri com crises de pânico e faço tratamento para isso, além de me auto julgar uma “cagona”. Aí essa pessoa decide fazer um parto natural, WTF? Eu via entrevistas com outras mulheres que decidiram pelo PN e pensava “esse é o tipo de mulher que eu QUERO SER, não o que eu SOU. será que não estou tomando uma decisão que não vou conseguir enfrentar?”. Eu nunca fui aquela pessoa de atitude, super determinada e destemida. Eu sempre quis ser assim, mas a verdade é que passei anos queimando – quase – todos os meus neurônios me remoendo de ansiedade, com incertezas sobre tudo, sempre assombrada pelos “e se…” da vida. E esses eram meus medos somente em relação ao parto, ainda tinha toda uma névoa sobre o futuro de ser mãe e criar uma criança!

Mas aí, a terapia mostrou seu valor novamente. Me dei conta de que, mesmo que eu não seja a menina que se joga do bungee jump sem pensar e vive a vida sabendo (ou achando que sabe) exatamente o que quer, eu tinha uma vida resultado de muitas escolhas que talvez fossem bem difíceis para outras pessoas, mas eu fui lá e fiz. É só lembrar dos posts Retrospectiva Whatever e Retrospectiva Whatever – Parte II. Outra coisa que ajudou foi que minha parteira, a Zeza, criou um grupo com as mães que teriam filhos em março e nós nos reuníamos duas vezes por semana para tirar dúvidas, ver vídeos, conversar. Ela distribuiu materiais com mais informações sobre o que acontece durante o parto, deu dicas de como cuidar de um recém nascido, como colocar o sling, o que é mito e o que não é, como funciona a amamentação. Enfim, tudo que eu precisava! Depois do primeiro encontro, criei uma confiança de que tudo ia dar certo e fiquei bem mais tranquila.

Considero que meu final de gravidez muito bom, mesmo que eu tenha enfrentado um verão de calor infernal. Minha principal atividade era dormir, com algumas dificuldades, claro. Veja bem, a Moca foi acostumada a dormir na cama com a gente e considero este dano irreversível. Ela dorme nos meus pés ou posicionada estrategicamente atrás dos meus joelhos, então faz peso nas minhas pernas (oi caimbras!) e dificulta quando quero me virar. Além disso, ela também “trava” o lençol e eu acordo com frio. Pior que marido sem noção! Aí minha maior alegria de dormir, que era me espatifar de bruços com uma perna em cada continente e jogando os braços pra cima batendo na palma da mão ignorando total que existem mais seres na cama comigo não era mais possível por motivos de: barriga. A cereja do bolo é o Rafa, que gosta de colocar a pequenina perna dele por cima de mim. Fiz uma ilustração, pra vocês entenderem melhor:

Sleeping during pregnancy

MESMO ASSIM, dormi mais do que nunca. Tinha dias em que eu acordava, almoçava e dormia de novo. Acho que levei muito a sério quando me disseram “dorme agora, porque depois tu vai passar um booom tempo sem dormir”. Além disso, a data provável se aproximava e esse era o melhor jeito de esperar o Inacio.

E a minha barriga? Bom, dá uma olhada na última foto que tirei antes do Inacio nascer, horas antes de começar o trabalho de parto:

Última foto grávida - 39 semanas

Última foto grávida – 39 semanas

No próximo post, é claro, eu conto como foi o parto e se eu infartei/tive ataque de pânico/vomitei/arreguei ou não! :P

Desapega e Decora, Decora e Desapega

20 de Maio de 2014

Eu e o Rafa temos um histórico de desapegos quando se trata de móveis e decoração. Em quase 4 anos de namoro já tivemos 3 camas, 2 roupeiros, 2 sofás-camas (tá certo isso? O_o), 3 sofás e um número perdido de quantas vezes já trocamos tudo de lugar lá em casa. Quando me mudei pra casa onde o Rafa morava, ele não tinha nada. Mentira, tinha um colchão no chão e uma bancada de trabalho. Minhas coisas ficavam dentro de uma caixa, no maior estilo Chaves e sua trouxinha. Decidimos então comprar móveis e arrumar o quarto, mas como a intenção era sermos econômicos ao máximo, fomos em busca de móveis usados em bom estado. Compramos uma cama e um armário (com puxadores laranja neon que podiam ser vistos da Lua) e com caixotes de feira fizemos as mesinhas de cabeceira. Também compramos o sofá mais confortável do mundo, em couro e preto, e ele era tudo que tínhamos na nossa “sala”.

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Quando nos mudamos temporariamente para minha sogra, vendemos tudo isso. Não valia a pena pagar um depósito e esses não eram os móveis que nós queríamos pro apê. Aí quando mudamos oficialmente pro apartamento, “herdamos” do antigo dono um sofá cama (que foi comido pela Moca, mas tínhamos vendido ele pela internet), “herdei” de uma cliente uma cômoda e compramos um novo sofá usado (porque sabíamos que a Moca poderia destruí-lo também a qualquer momento). Ele sobreviveu, mas acabou nos deixando também através de um anúncio na internet. E assim foi com a cama, a esteira de massagem, a esteira de corrida, o sofá-cama de um antigo roomie, a cama da TokStok… Mas também vieram novos móveis, como a cômoda/trocador e a cadeira de amamentação do quarto do Inacio e o carrinho e bebê conforto que ele usa no carro – todos comprados usados ou semi-novos. Ou seja, além de desapegados, acho que somos bons de negociar! :)

Também desmistificamos a ideia de que móveis usados são velhos, sujos e quebrados. A cômoda do Inacio foi usada por 2 anos (também como trocador) por uma outra mamãe e tá linda fazendo sucesso aqui em casa.

quarto do Inacio

Com tanta experiência assim, notei que tem vários móveis a venda na OLX que ajudam numa bela decoração, e com um preço camarada. Pensando nisso, separei algumas coisas que encontrei por lá e que ficam lindas na decoração da casa.

OLX

Expositor de cupcakes: ou porta bolo, este utensílio também é usado para outra coisa! Organizar suas makes e perfumes. As blogueiras Lia e Bruna Vieira já postaram os seus, cheios de fofurices. Além de diferente, é útil e bem em conta. Quer ver como usa?

porta bolo para penteadeira

Bancos, banquetas, pufe: Ou, como chamamos aqui no Sul, os mochinhos! Se você não quer ousar muito, esse é um objeto que dá um toque bem moderninho pro ambiente e pode ser facilmente mudado de lugar. Banquinho almofadado é muito amor e serve pra colocar os pés, revistas e porta-retratos em cima. Já os banquinhos de madeira podem ser aquele lugar extra na mesa ou a escada para alcançar as coisinhas lá no alto da estante. Ideias?

Banquinhos

Móveis coloridos: Laranja, turquesa, vermelho, magenta e amarelo trazem alegria a qualquer ambiente. Os móveis coloridos tão super na moda, principalmente se a escolha for dar cor chamativa a um móvel antigo. Pra não carregar demais e nem ficar aquele Carnaval, o legal é pegar um único móvel destacado e manter o restante da decoração com bases neutras. Quer exemplos?

moveis coloridos

Que o desapego e a troca são super válidos, não há dúvidas! Mas e aí, o que vocês acham? Dá pra fazer bonito com móveis usadinhos?

O segundo trimestre

16 de Abril de 2014
19 semanas

19 semanas

No segundo trimestre, finalmente eu ganhei uma barriguinha. Já me sentia mais a vontade nas filas preferenciais, sem parecer que eu era uma aproveitadora. Além disso, grávida pode usar qualquer roupa. É o único momento na vida de uma mulher em que uma blusa ou vestido marcando sua barriga não importa, e todos ainda elogiam!

Ao contrário do que eu pensava, acabei gostando da barriga e – pasmem – das pessoas pedindo pra tocar nela. Principalmente depois que o bebê começou a mexer, eu queria compartilhar ao máximo a sensação de sentir a movimentação dele e achava demais a reação das pessoas mais próximas sentindo os chutes e pontapés. Primeira mordida de língua sobre a gravidez: check!

Voltando às filas preferenciais, descobri que elas são puro bullshit. Como eu nunca tinha me dado conta? Imagine uma fila para idosos. Essa fila não pode ser rápida, muito menos mais rápida do que outras filas. Idosos que pagam com moedinhas, que demoram para encontrar essas moedinhas na bolsa, que erram na hora de pagar com essas moedinhas e que passam os produtos de maneira muito, muito lenta. Eu passei um bom tempo nas tais filas preferenciais, de banco à supermercado, e concluí que nelas eu ganho a preferência de começar a esperar.

No quarto mês nós fizemos a ecografia onde descobrimos o sexo do bebê. Um menino, para meu desespero! Sim, porque até então eu achava que era menina e nós tínhamos um nome escolhido. Já para menino, todas as nossas opções eram caóticas: o que eu gostava, o Rafa odiava; e vice-versa. Além de eu ter ficado super frustrada que minha “intuição de mãe” falhou.

Aí veio a saga do nome. Rafael queria Humberto, em homenagem ao Humberto Gessinger. Olha, eu aprovaria se fosse Gessinger, mas Humberto não dava. Nada contra os Humbertos desse mundo, mas eu tenho uma implicância com a letra H e queria um nome mais curto. O meu H também é muito feio e eu não admito escrever o nome do meu filho com letra feia. Sim, meus argumentos eram super fortes e consegui, assim, tirar esse nome da lista de opções. O difícil de escolher nome é que todos que você pensa ficam atrelados à personalidade das pessoas que você conhece com aquele nome. Ou seja, além de encontrar um nome que agradasse os dois pais, tinha que ser algo diferente a ponto de não conhecermos ninguém com aquele nome. E assim surgiu: Inacio!

Foi nesse trimestre também que o Rafa começou uma imersão no mundo dos partos – enquanto eu nem queria ver foto de cordão umbilical. Ele me convenceu a assistir um documentário chamado The Business of Being Born, e esse seria o separador de águas da minha gravidez, quando decidi que meu parto seria natural e humanizado. Mas isso é assunto para outro post! :)

O segundo trimestre é o mais tranquilo e não foi diferente pra mim. Eu segui sem sintomas chatos, mas passar aspirador na casa foi ficando um pouco mais cansativo. Mesmo assim, foi especial por todos os acontecimentos acima. No próximo post conto como foram os três meses a seguir, a finaleira da gestação no verão mais quente que Porto Alegre viu nos últimos 100 anos.

25 semanas

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