Live from NY, it’s Bruberries.com!

Hey pessoal! Nem acredito, mas finalmente estou escrevendo um post para dizer que o blog está de cara nova! Depois de uns 4 anos com o mesmo layout, achei que era muita cara de pau da minha parte ser uma webdesigner e ter um layout antiguíssimo que nem refletia mais o que eu faço hoje em dia.

Espero que gostem da nova organização e do novo formato dos posts. Agora temos categorias aqui no topo pra facilitar a navegação, uma página inteira com as postagens divididas por ano, categorias e tags, minhas redes sociais mais aparentes e integradas com o blog, além da possibilidade de curtir e compartilhar os posts e ilustrações criadas por mim pro cabeçalho ter um pouco da minha personalidade também.

A Mari sempre fez parte dos momentos mais importantes do blog, como quando eu mudei do Blogspot para o WordPress e comprei meu domínio. Dessa vez não poderia ser diferente, e foi com a ajuda dela que eu pude realizar esse layout que já estava sendo elaborado há 2 anos! É como dizem, casa de ferreiro, espeto de pau. Nossos planos acabam sempre ficando lá atrás, depois de todos os clientes, e muitas vezes nem saem do papel. Como eu e a Mari temos trabalhado bastante juntas, fizemos essa “brincadeira” de atualizar nossos blogs em paralelo: o blog Plic Plac também tá todo repaginado e com layout novinho feito por mim.

Pra tudo isso ficar ainda mais emocionante, tô estreando o novo layout e postando diretamente de Nova Iorque! Isso mesmo, vim passar uma temporada na terra do Tio Sam e tô super empolgada para compartilhar muitas dicas e experiências com vocês! Dá uma olhada no que vem por aí!

Em NY

Beijos!

Dica Netflix

Netflix

Desde que mudamos pro nosso apê, decidimos que TV não era uma das nossas prioridades. Tanto é que acho que passamos uns 6 meses vendo seriados e filmes no Netflix pelo monitor do computador – e às vezes almoçávamos vendo no iPad em cima da mesa hahaha A verdade é que só acabamos comprando uma TV por querer assistir tudo numa tela maior! hahaha

Mas pouca gente entendia como sobrevivíamos sem a belíssima programação da tv aberta, ou pelo menos sem a GNT, Telecines e afins. Por isso, achei que seria uma boa explicar como funciona o Netflix e contar dos seriados que descobri por lá e viraram meus preferidos!

Pra começar que o Netflix já tem 33 milhões assinantes no mundo todo, e acredito que esteja crescendo aqui no Brasil. Quanto mais usuários, melhor, pois assim eles liberam mais filmes e seriados pra nós! :)

A transmissão dos filmes, seriados e documentários (inclusive Tedx) é online, ou seja, não precisa esperar baixar arquivo e nem procurar legenda, e ainda dá pra dar chances pra alguns seriados arriscando ver o primeiro episódio só porque, né? Tá ali dando sopa, com a temporada completinha.

O primeiro mês é grátis e dá pra logar com o perfil do Facebook. Tendo uma conta no Netflix, dá pra acessar ela do PS3, Wii, Xbox 360, computador, iPad, TV ou qualquer outro aparelho compatível. Não tem taxa de cancelamento, mas te liga que se não cancelar até o final do período grátis, a assinatura continua automaticamente e a mensalidade é R$16,90 (o que também não é nenhum absurdo, na minha opinião).

Minha ideia é fazer uma série de posts com dicas de seriados e filmes que podem ser assistidos pelo Netflix. O que acham da novidade?

Top 4 Animais Falantes

Um dia eu me cadastrei num site chamado Timehop, que pega nossos updates de 1 ano atrás em várias redes sociais (Twitter, Facebook, Flickr, Instagram, Foursquare) e manda como lembrete por e-mail. Não parece tão divertido, mas é muito legal se dar conta de que já faz um ano que você viajou, tirou aquelas fotos, viu aquele vídeo. E também é engraçado (e um pouquinho triste) ver que, por causa da velocidade e da amplitude da internet, muita coisa que compatilhamos acabemos esquecendo, e então quando vemos novamente achamos graça ou nos impressionamos como se fosse a primeira vez. Ou seja, eu acabo me entretendo com o que eu mesma postei ano passado, um auto ciclo de diversão virtual eterna, um Vale a Pena ver de Novo do meu histórico nas redes sociais.

Por isso, eu quis fazer um Top 4 com os vídeos mais divertidos de gatos e cachorros dublados que eu acredito que nunca vão perder a graça, passe o tempo que for. Afinal, sempre vai ter alguém que nunca viu algum deles, né?

Loca, o Pug

Adoro a Loca! Ela é um pug que tem um vida normal, o único detalhe é que ela não consegue correr. Isso por conta de uma disfunção cerebral que afetou a coordenação motora, mas ela nem imagina que exista algo errado nas suas corridas. Apesar de parecer super trágico, ela não corre risco de vida por isso e tem uma família humana e canina super feliz. Uma história de superação estilo Joseph Climber dos pugs haha

Cachorro Falante

Eu quase morro nesses olhinhos apreensivos do pastor alemão que acompanha de maneira tensa a conversa do seu dono. Aham! Aham! Veja a versão original (em inglês) aqui.

Henri, le chat noir

Henri é um gato em crise existencialista. Narrando em francês sua rotina de questionamentos e pensamentos filosóficos, ele não vê sentido em quase nada, se sente incompreendido e tem uma carga dramática quase shakespeariana. Uma interpretação felina digna de Oscar. Os vídeos seguem contando a rotina do Henri aqui e aqui.

Talking Cats

Uma dublagem perfeita de uma D.R de gatos. No fim, o negócio é agir como um gato pra ganhar carinho e talvez alguma recompensa. Do you wanna a treat, cat? Do you wanna a treat?

Quer uma certeza? Ano que vem, ou mais pro futuro, nós ainda iremos rir muito de tudo isso hehe

How i met my brothers

Kids, here’s something I wish someone had told me… hahaha PERAÍ, antes que eu comece meu discurso Ted Mosby, primeiro vamos recapitular em que pé estamos. E não se preocupem, este post não levará mais de 8 anos pra ser contado.

Previously on Bruberries’ blog…
Terminei um namoro, comecei outro, saí de casa, morei com a sogra, comprei um apartamento, perdi um cachorro, adotei outro, comecei a comer a clara do ovo, voltei a ter ataques de pânico, comecei terapia e entrei em um relacionamento sério com meu trabalho como autônoma.

Voltando ao post… Mesmo depois de tudo isso, estava eu lá no país das maravilhas dando uma de Alice enquanto um grande segredo de família era mantido. Eu tinha irmãos e não sabia. Eles tinham uma irmã, e sabiam, tinham fotos minhas e votavam em mim nos concursos – e agora sabemos como eu ganhei alguns deles. Um drama bem melhor do que o enredo de Salve Jorge que durou 16 anos de angustia. E foi num dia em que meu pai veio ajudar o Rafael a colocar o rodaforro do apartamento que este drama desabou, em meio a alguns sacos de cimento, um pai chorão e um namorado perplexo com o rodaforro ainda na mão.

E por conta disso, eu, enfim, soube que tinha não um, não dois, mas sim três irmãos. E eles não são trigêmeos.

Foi um misto de raiva, felicidade, arrependimento, saudade e confusão que tomou conta da minha cabeça. Poxa, simplesmente todo mundo da minha família sabia, menos eu. O tempo perdido, o segredo guardado, uma outra vida minha rolando em paralelo sem mim e todas as possibilidades do que já tinha passado na vida que eu conhecia se eu adicionasse mais três elementos. Minha formatura, minha viagem pra Las Vegas, trocar fraldas, trocar brinquedos, ser irmã e ter irmãos. Muita coisa ao mesmo tempo, e a cada vez que eu ia pro banho, aquele momento em que eu ficava só com as gotas do chuveiro e meus pensamentos, era como se eu encarnasse Sherlock Holmes e juntasse vários pedaços e situações dos meus 25 anos que só agora faziam sentido, ao mesmo tempo em que mil outras dúvidas surgiam.

Mas essas dúvidas e pensamentos não serviam pra nada. Quem sabia o que, o que poderia ter sido, mas como, por quê? O que passou, passou e ali começou uma nova fase da minha vida. Como num passe de mágica, todos nós nos adaptamos muito bem à tudo isso, e em menos de um mês era como se tivéssemos nos conhecido a vida inteira. A não ser pelo fato de que, bem, não foi.

E tem gente que ainda não entende porquê considero meu blog um blog pessoal. Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, eu podia tá fazendo minha janta. Mas não, tô aqui contando uma história bem íntima da minha vida, que, inevitavelmente, expõe mais pessoas. Simplesmente porque essa é minha vida, esse é meu clube, e esse não é um post pago da Nextel.

Sei lá. Se acontecem todas essas coisas comigo e com elas eu aprendo, rio e choro, por que não dividir com quem quer que seja? Entretenimento barato essa tal de vida.

Mas gente… sinto que meus posts estão começando a ficar meio Especial Roberto Carlos: uma vez por ano e se chorei ou se sofri, Jesus Cristo eu estou aqui. Como já virou praxe finalizar post com uma promessa, eu prometo que ainda esse mês tem layout novo e um blog mais atualizado! Sem mais ~mimimi vcs não acreditam no que aconteceu cmg amgs~ ME COBREM!

Retrospectiva Whatever – Parte II

Reza a lenda que para cada 1 ano humano, minha vida avança 5 anos.

Depois de tudo que aconteceu na Retrospectiva Whatever, eu jamais imaginava que ainda ia passar por outras várias experiências e surpresas.

A começar pelo sonho da casa própria. Eu e o Rafa esperamos quase 1 ano para nos mudarmos para o apartamento que compramos em maio de 2011. Nesse meio tempo, morei com a minha sogra e meus dois cunhados na zona norte de Porto Alegre, uma área que, assim como a cozinha, era um mundo obscuro que eu não sabia onde existia. Diante das adaptações de viver em uma casa com mais do que duas pessoas, como eu estava acostumada, deixei de lado algumas frescuras. Entre outras coisas, passei a comer a clara do ovo e vi como era ter uma criança de 10 anos na minha vida. Gostei! Tive companhia para ficar na fila do último Harry Potter por uma hora e meia e me dei conta de que algumas coisas a gente tem que deixar para trás, se não aos 10 anos, pelo menos bem antes dos 26.

No campo profissional, o meu primeiro projeto de ser freelance não foi levado a sério o suficiente por mim, e na metade do ano percebi que R$ 200 não dava pra pagar meu financiamento. Pensei em começar a vender as claras dos ovos. E a criança de 10 anos. Mas tive que enfrentar a realidade e procurar um emprego. Demorei apenas 2 meses para confirmar que não consigo ter um trabalho convencional dentro de uma empresa. Parece errado e inconsequente falar isso, mas o que eu vou fazer? O mundo mudou e talvez isso não seja um problema, e sim uma tendência, o futuro, a geração delta do caralho a quatro.

Me foquei em tentar meu segundo projeto para ser freelance. Criei planilhas no Excell e agora ninguém me segura. Tenho até um gráfico, hihi! Reformulei totalmente meu portfolio, comecei a postar por lá dicas de design, criei todo um método de trabalho e fiz parcerias. Quem não está levando a sério agora, hã? Chupa essa manga… Bruna!

E aí começou um novo ano, e em janeiro nos mudamos finalmente! Começou com dias de reforma, internet meia boca e sem pia para lavar a louça que também não tínhamos. Depois foram semanas para a cozinha sob medida vir com as medidas certas. Ao todo foram 5 tentativas. CINCO! Mas em cada uma delas, um pedacinho da cozinha ficava aqui. E aí vieram os meses sem armário e sem TV, mas agora a maioria das coisas já está no seu devido lugar!

Em fevereiro, ganhamos uma roomate canina! haha A Moca, em homenagem à deliciosa variedade de café, já tinha 3 meses e muitas histórias para contar – isso se ela falasse, claro. Apesar de cachorros serem fofinhos, me arrependi de ter adotado ela no momento em que vi a decoração dos meus sonhos indo por água abaixo. A Moca destruiu sapatilhas, meias, canetas, rolos de papel higiênico, jornais mijados, sacos de lixo, um sofá (que não aceitaram nem como DOAÇÃO, tamanho foi o estrago), uma mala novinha, comeu cupcakes, subiu no ar condicionado do lado de fora da janela, fez xixi na cama, vomitou no meu pijama. Agora? Jamais me separaria dela.

Tudo estava indo bem, porém depois de não ter conseguido chegar num encontro de Blythes na grande Porto Alegre porque tive um ataque de pânico dentro do trem, aceitei que precisava de ajuda. Não foi só esse dia do encontro, mas muitas outras vezes que tive que voltar pra casa, pedir pro meu pai me buscar, ou simplesmente deixar de sair. Essa história de viajar no tempo e acelerar os anos definitivamente tinha mexido com a minha ansiedade. Comecei o que de melhor poderia ter acontecido: psicoterapia e acompahamento psiquiátrico. Demorei pra entender que eu não era uma derrotada por isso e que tentar controlar a minha mente para melhorar sozinha é uma ilusão. Vejo o quanto meu tratamento me ajuda, embora eu tenha começado jurando que ninguém ia saber mais do que eu mesma sobre questões da minha vida que eu já tinha analisado por tantas vezes. Ajuda mesmo.

Apesar de tudo isso já dar um post e tanto, foi o que aconteceu semanas antes do Natal do ano passado que mudou minha vida. Minha história até então, e meu futuro a partir dali. Em poucos minutos, tive que alterar meu perfil de filha única para irmã mais velha de 4 irmãos. Sabe aquela história que renderia bons frutos em um programa da Ana Maria Braga? Pois é. Mas isso é história pro próximo post.

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