Ó céus, ó vida, ó azar

23 de Junho de 2009

Porque existem dias que você simplesmente acha que o mundo acabou. E por alguns minutos, ele acaba mesmo. Parece que não existe mais nada que console depois daquela unha perfeitamente feita pela manicure ter quebrado quando você puxou de qualquer jeito a gaveta das meias. Parece que nada mais vai curar o fato de estar frio, chovendo, o ônibus atrasado por 20 minutos e seu cabelo armando na mesma proporção que aquele carinha do prédio 8 se aproxima. E ainda tem os problemas acumulados, o fato da sua vida estar toda de cabeça pra baixo; as mil e uma dúvidas da adolescência, que, lamento dizer, vão se estender até os seus 50 anos; aquela espinha indesejada bem no dia da festa; aqueles motivos todos que te fazem ter vontade de – POFT! – simplesmente sumir do mapa. Mas aí quando eu estou toda encolhida na minha cama, fazendo força pra acreditar que de alguma forma, estou sendo teletransportada pra outro lugar em que tudo esteja melhor, ela chega. Minha mãe. Com um Nescauzinho quente, um lanchinho com chocolates, um casaco, um abraço, uma história engraçada. É, o teletransporte realmente funcionou. Não há lugar melhor do que ao lado da minha mãe. E assim, ela sempre salva qualquer dia ruim.