O que você faz quando ninguém te vê fazendo?

12 de Outubro de 2009

amelie

Todo mundo tem estranhos ou pequenos prazeres que são capazes de mudar qualquer dia emburrado, até mesmo os de TPM. Prazeres daqueles de Amélie Poulain, que talvez só você sinta graça. E, tal qual a Amélie, quando eu era pequena amava enfiar a mão dentro de um saco de feijão ou lentilha no armazém da esquina, enquanto minha mãe tava lá do outro lado do corredor. Pena que hoje em dia nem armazém existe mais, quanto mais o saco de feijão! Mas com o tempo eu fui descobrindo outras coisinhas que são bem bobas, mas divertem muito. Eu adoro escrever meu nome no vidro embaçado do box no banho. Eu sei, eu sei que às vezes fica marcado e não sai nem com água, mas não consigo evitar. Minha letra parece mais bonita quando escrevo direto com meu dedo, e às vezes até letra de música sai lá. Também tenho um pequeno prazer de infância que é comer farinha láctea. Nem é do gosto que eu gosto, mas sim dela grudando no céu da boca e deixando tudo enfarofado. No outono, adoro pisar encima das folhas secas no chão. E, é claro, nada melhor do que chegar em casa e ligar o som bem alto naquela música breguíssima que faz você até desabilitar “o que eu estou ouvindo” do MSN só pra poder cantar e dançar sozinha no quarto.

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Gente, só pra avisar que esse meu post saiu na edição 1081 da Capricho (que está nas bancas agora, com a capa da Fresno!! Yay! Abaixo a página!



Eu, Aninha e Flávia e as meninas do leia+ (you go, Gil).