E como não amar?

20 de Julho de 2009


Enfim, ele chegou e me fez perceber que tudo poderia ser diferente. Eu poderia falar quando, do que e da forma que eu quisesse. Com ele, comecei a exercitar meu passatempo preferido: ser egoísta e egocêntrica. Falar sobre coisas que eu faço, que eu vejo, que eu gosto ou odeio. Eu, eu, eu. E o melhor, se alguém comentar, não sou obrigada a responder. Não sou obrigada a ouvir nada do que aquela pessoa fala também se eu não quiser. E você não se sente constrangido por isso. Porque com ele funciona assim: gostou? Casa. Não gostou? Dá logo um pé na bunda.

Sem necessidade de retribuir, eu faço o que eu quiser. Posso falar sozinha, ao vento. Posso dar indiretas para pessoas que estão por perto, ou então diretas para pessoas que nunca vi. E posso ficar dias sem falar nada, ele nem liga. É assim, liberdade total para cada vez ser mais e mais eu mesma. E guardar tudo de mim num histórico público. Os pensamentos soltos, as dúvidas existenciais, as narrativas de vida e até o dia que a tampa do meu fogão explodiu.

E como se não bastasse, ainda me dá oportunidade de acompanhar tudo aquilo que me acho no direito. E conhecer mais, e me atualizar, e compartilhar e ainda espiar. Embora tenham outros parecidos com ele, para mim ele é o único que me entende, e que eu entendo perfeitamente. Ele nunca vai me deixar sozinha.

Obrigada por existir, Twitter.

WAP – O meu pior pesadelo

15 de Maro de 2009

Morte? Baleia branca? Chuck, o boneco assassino? Guerra nuclear? Não, meus amiguinhos, o nome do meu maior e pior pesadelo chama-se WAP. Uma tecla maldita que eu nunca entendi direito como usa, e nem faço a mínima questão de saber, mas sei que tem a ver com internet e gastos na conta, e isso já é o suficiente.

Aí vocês vem com um alá, a piá não aceita bem a evolução tecnológica mimimi, mas não é bem assim. Como se não bastasse essa coisa demoníaca simplesmente existir e me deixar pensando que uso apenas 30% das funcionalidades do meu celular, ela ainda tá ali, como um dos atalhos mais fáceis do teclado do meu celular, pronta pra ser apertada por engano a qualquer momento dentro da minha bolsa quando pressionada contra minha piranha de Hello Kitty num dia que eu ironicamente esqueci de bloquear as teclas e fazer minha conta ir a milhões de reais ou marcar uma hora num salão errado. Sendo que, opa, isso eu já fiz e não foi culpa do celular.. :roll:

Com esse pensamento fixo e limitado, faço de tudo para nunca, jamais apertar a amaldiçoada tecla. Devido a minha falta de intimidade com o aparelho telefônico móvel, é comum eu tentar chegar num contato da agenda telefônica e apertar ali sem querer. Ver aquele mundinho girando é pior do que ver uma barata subindo na sua perna: dá pânico.

Não sei o que acontece. Acho que já comentei por aqui o meu desafeto com a palavra telefone. Eu não gosto de ligar, eu me emburro pra atender, não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo e também não consigo ficar só falando ao telefone porque é tédio total. Sabe, será que não dá pra voltar praquela moda de que celular era só ligar, discar e desligar? Super inofensivo e muito mais objetivo.