Sessão Pipoca com Cookies

20 de Outubro de 2009

Falando Grego ★½☆☆☆
(My Life In Ruins)

Eu sei porque eu fui ver esse filme. Já tinha visto todos os outros que estavam em cartaz e queria comer a pipoca. Não, eu achei que teria o nível fofo e engraçadinho de Casamento Grego. Mas não tem. A atriz é fofa e engraçadinha, mas o filme é super raso e cheio dos clichês. Sério, péssimo! A intenção é boa, uma crítica aos guias de turismo que exploram os turistas e acabam deixando a cidade apenas como um pano de fundo. Ah, vale citar Alexis Georgoulis, que faz o motorista gato. É óbvio o que vai acontecer com ele, mas o resultado vale a pena haha

A Verdade Nua e Crua ★★½☆☆
(The Ugly Truth)

Pra quem gosta de Guerra dos Sexos, ótimo. Para outros, Rei Leônidas vem ni mim! =P Lembrem da minha lista de homens sujos e de barba e vocês vão saber o que achei do filme haha No mais, a Katherine Heigl sempre subindo no meu conceito fazendo essas comédias românticas não muito convencionais (começou com Ligeiramente Grávidos). Ah, e eu lembrei de onde eu tinha implicância com ela! Alguém mais via Roswell? Ok, não. Então, o filme também tem pontinhas de crítica sobre a audiência da televisão, mas só pra conduzir a história, que é bonitinha. Não tem como uma mulher não se apaixonar por um cafajeste legal, tem?

Bastardos Inglórios ★★★★★
(Inglorious Basterds)

Quero ver de novo e quero o Tarantino pra mim. =) Eu sei que eu já tenho um, mas quero o de verdade. Se ele vier com o Brad, acredito que um dia de vida seja suficiente pra mim. Ah, tá.. o filme né? Muito bom! Em todos os sentidos. Não sei nem o que dizer direito… e quando eu não sei o que dizer de um filme, é porque eu gostei MUITO. Os personagens, os diálogos, a história, a montagem, os atores, a trilha sonora. Tudo TÃO Tarantino que só posso repetir: quero ele pra mim. Pode ser? Natal tá chegando, gente! Cadê o clima de solidariedade? O Coronel Hans Landa é INCRÍVEL e vai ter que ganhar um Oscar. Sério, por favor.

Distrito 9 ★★½☆☆
(District 9)

Adoro quando eu vou ver um filme sem saber nada dele. E eu não gosto de ET’s. Aliás, toda vez que eu reafirmo que não curto ficção científica, vem um filme e me dá um tapinha na cara, pra mostrar que não é tão ruim. A história é completamente bizarra (porém crítica e metafórica) e o começo documentário meio The Office é muito engraçado. Aliás, a voz do Sharlto Copley é bem parecida com a do Steve Carrel, e no começo no filme ele é meio babacão. Fora isso, é um filme bem comum de ação e perseguição. O que achei mais incrível foi ver que depois de uma hora e quarenta minutos, lá estava eu torcendo por um bicho que parece um camarão gigante, totalmente escroto. É incrível a humanização que foi criada na relação de Wikus e Christopher. Mas minha mãe me falou que já tinha feito isso em 1985, no filme Inimigo Meu, então… desconsiderem! haha

Cães de Aluguel ★★★½☆
(Reservoir Dogs)

É óbvio que depois de babar no Bastardos Inglórios eu quis ver todos os filmes do Tarantino. Ainda não cheguei no nível de loucura de ver Kill Bill, mas vamos lá. Acho que a introdução do filme é melhor do que ele como um todo. Não achei a história tão legal, mas é legal. Olhando esse filme, que foi o que praticamente lançou Tarantino, e o mais novo dele em cartaz, fica claro o amadurecimento. E ao mesmo tempo, a essência que permanece, banhos de sangue que provocam risadas. Acho que o maior êxito do filme, na época em que foi lançado, foi ter marcado o estilo Tarantino. É muita originalidade, e agora, principalmente depois da “popularização” do Pulp Fiction no meio do pessoal alternativo/cult/publicitário já não surpreende tanto. Ou não ME surpreende. Vale dizer que o Steve Buscemi, só por ser o Steve Buscemi, já é engraçado.

Chinatown ★★★½☆
(Chinatown)

Filme clássico noir com Jack Nicholson. Não tem como ser ruim, né? Mas eu tenho a impressão de que filmes noir sempre deixam a desejar no final… sei lá, nunca me acostumei com o clima realista e injusto que eles terminam, fazendo você ficar pensando “a vida é mesmo uma merda”. Mas é bem legal! E agora só faltam 24 filmes do Polanski pra eu completar a filmografia dele! YAY! ¬¬ Acho que o próximo vai ser O Inquilino.

Coincidência?

14 de Outubro de 2009

Há boatos de que a Era de Aquário poderia começar em 2009. Como diz a música, a Era de Aquário seria uma fase de harmonia, compreensão, amor e, principalmente, a espiritualização de todas as pessoas no mundo. Em resumo, o verdadeiro espírito We Are The World e Criança Esperança, só que forever and ever. Bom, isso é apenas uma forma que encontrei pra justificar o quão estranha é a história desse post.

Para manter o anonimato do nosso protagonista, vamos chamá-lo de… Agnor da Silva. Então que eu e o André fomos jantar no shopping na quarta-feira de noite e depois que saímos perguntei se ele não queria ver onde era a locação onde gravamos um comercial no final de semana passado. Só pra constar, a locação era bem longe, mas eu sou inconsequente e estava no banco de carona mesmo. Então passamos lá na frente e #fail porque tava tão escuro que nem pudemos ver nada. O André lembrou que moramos no deserto e nunca temos nada pra beber em casa, então precisávamos ir num posto comprar refrigerante. Fomos num posto ali perto. Ele entrou na loja de conveniências e eu fiquei no carro quando ZÁZ! Avisei ele: Agnor da Silva. Agnor, que tinha sido meu colega do Jardim A a Oitava Série. Agnor, que com 10 anos de idade já devia cheirar cola. Agnor, que num show da Comunidade Nin-Jitsu ficou com duas gurias ao mesmo tempo. Agnor, que mora no mesmo bairro que eu e as 23h de uma quarta-feira estava comprando uma caixinha de suco de maçã num posto do outro lado da cidade. No cartão de crédito. Agnor, que deve ter me reconhecido e apenas pensado “Bruna… aquela do colégio”.

Então eu olhei pra ele, ele olhou pra mim, e saiu absoluto no seu Crossfox amarelo ovo (seria Agnor um viral?). E isso teria sido apenas estranho, mesmo com o fato de que eu e o André saimos a seguir o carro pra confirmar se era mesmo o Agnor. E passamos por sinais vermelhos. E fomos transgressores da sociedade. E talvez temos uma multinha. E no fim perdemos o carro porque, Jesus, como corre esse Agnor.

Mas, como eu disse, essa foi apenas uma noite maluca de quarta.

Quinta-feira, eu saí aqui da produtora pra esperar o André me buscar pra almoçar e quando estava na calçada, avisto um Crossfox amarelo ovo. Ok, não é apenas o Agnor que tem um, certo? É um carro feio? Com certeza, mas existem muitas pessoas de mau gosto – e de pinto pequeno – por aí. Mas, acreditem… ERA ELE! Na rua onde eu trabalho, que não é movimentada e também não é muito perto de onde nós moramos. E como se não bastasse passar pela rua, ele estaciona e desce. E sai andando com uma mochila.

Então é tipo… eu fico uns 10 anos sem ver a pessoa, e aí encontro ele num posto do outro lado da cidade e no dia seguinte na rua onde eu trabalho. Bizarro. Definitivamente, algo estranho está acontecendo. Pensei que talvez Deus estivesse querendo me dizer “siga os passos de Agnor” ou algo do tipo, mas depois de ficar a tarde toda cheirando Tenaz, eu concluí: “jamais ficarei com duas meninas ao mesmo tempo, muito menos terei um Crossfox amarelo”, e tenho dito.

O que você faz quando ninguém te vê fazendo?

12 de Outubro de 2009

amelie

Todo mundo tem estranhos ou pequenos prazeres que são capazes de mudar qualquer dia emburrado, até mesmo os de TPM. Prazeres daqueles de Amélie Poulain, que talvez só você sinta graça. E, tal qual a Amélie, quando eu era pequena amava enfiar a mão dentro de um saco de feijão ou lentilha no armazém da esquina, enquanto minha mãe tava lá do outro lado do corredor. Pena que hoje em dia nem armazém existe mais, quanto mais o saco de feijão! Mas com o tempo eu fui descobrindo outras coisinhas que são bem bobas, mas divertem muito. Eu adoro escrever meu nome no vidro embaçado do box no banho. Eu sei, eu sei que às vezes fica marcado e não sai nem com água, mas não consigo evitar. Minha letra parece mais bonita quando escrevo direto com meu dedo, e às vezes até letra de música sai lá. Também tenho um pequeno prazer de infância que é comer farinha láctea. Nem é do gosto que eu gosto, mas sim dela grudando no céu da boca e deixando tudo enfarofado. No outono, adoro pisar encima das folhas secas no chão. E, é claro, nada melhor do que chegar em casa e ligar o som bem alto naquela música breguíssima que faz você até desabilitar “o que eu estou ouvindo” do MSN só pra poder cantar e dançar sozinha no quarto.

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Gente, só pra avisar que esse meu post saiu na edição 1081 da Capricho (que está nas bancas agora, com a capa da Fresno!! Yay! Abaixo a página!



Eu, Aninha e Flávia e as meninas do leia+ (you go, Gil).

Oi música boa!

5 de Outubro de 2009

Há muito tempo já, ouço reclamações dos meus amigos e meu namorado sobre as atuais estações de rádio jovens de Porto Alegre. As músicas estão muito repetitivas e as rádios não tem mais personalidade, apenas tocam tudo que for novo e está “bombando”. Eu, particularmente, não gosto de hip hop ou NxZero, e por isso, acabo não ouvindo mais rádio. E talvez por isso também e por outros motivos virtuais, o pessoal curta mais ouvir rádio pelos programas de conversas, como o Cafezinho e o Pretinho Básico, e eles acabam sendo diferencial da rádio.

Aí o que aconteceu? Dia 1o estreou aqui em Porto Alegre algo que eu imagino que muita gente sentia falta, mesmo sem saber exatamente o que era: a Oi FM Porto Alegre. Uma rádio com um posicionamento diferente que veio para tocar qualquer tipo de música. Ou, como eles mesmo se definem: Uma rádio livre pra tocar o que quiser: as mais pedidas, as menos pedidas e até as nunca pedidas. Uma mistura musical e cultural feita por gente que realmente entende disso. E além de tudo, oferecendo uma grande chance de interação do público.

Vai tocar Blues, vai tocar Nando Reis, vai tocar aquela música que você achava que só você tinha no seu mp3, vai tocar rock, vai tocar pop, e vai inclusive tocar músicas que eu escolhi. É, isso mesmo! Eu fui convidada para selecionar três músicas que vão tocar no programa Radioteca durante o mês de outubro (de segunda a sexta, em duas edições diárias e domingo, das 15h às 17h), junto com a playlist de outros selecionados. Qual não foi minha surpresa quando vi que estava do lado de pessoas super queridas no cenário gaúcho em várias áreas, como Carlos Gerbase, Carlinhos Carneiro, Diego Medina, Mauren Motta, Eduardo Bueno e muita gente legal. E eu lá, gente! Representando o mundinho virtual dos blogs! É muita honra! =)

O coordenador da Oi FM Poa é Marcelo Ferla, um cara muito legal e super entendedor de música que me deu duas aulas na Perestroika: música eletrônica e rock ‘n’ roll (muito boa!!). Então quem é daqui já sabe: Oi FM – I WANT TO BELIEVE!