O pós do ex

12 de April de 2009

Primeiro você se transforma na Revolta. Tira o commited do Orkut, deleta todas as fotos dele, se escabela toda e xinga o maldito até sua décima quinta geração de parentes. Faz uma fogueira numa lata de Nescau e queima cartas, fotos, aquele primeiro papel de bala que ele te deu quando vocês ainda eram só amigos e todo e qualquer vestígio de que aquele canalha passou pela sua vida, incluindo a aliança que teima em não sair do seu dedo. Depois, você assume a Mágoa. Começa a sentir falta do cheiro, do gosto, dos telefonemas, de comentar aquele programa que vocês sempre viam deitados no sofá no domingo a noite, de alguém que entenda o que quer dizer aquela palavra que vocês criaram juntos. Você até tenta resgatar algumas poucas coisas da lata de Nescau, mas é em vão. Você se torna a Depressão. E, pior, faz força pra continuar sendo ela. Se joga nas caixas de chocolate, aluga pela sétima vez na locadora Um Amor Pra Recordar e ouve incalsavelmente todas as versões de Fico assim sem você da Adriana Calcanhoto. Só com sax, só com piano, gospel, forró, indiana. Chorando abraçada com o maior ursinho de pelúcia que ele te deu em todas, claro. Você olha pra aliança e chora. Você come, e chora. Você assiste Tom e Jerry e chora. Você respira, e… chora mais um pouco. Até o momento em que você não tem mais 80% de água no corpo, e sim 5% e resolve que você vai voltar a ser Mais Você. Porque no fim, é como a TPM. Existem receitas para amenizar, mas não mágicas para sumir. Acontece, você querendo ou não. É humano. Dói, irrita, dá depressão e tudo que você não quer é passar por aquilo de novo. Mas a vida continua.

Respect, just a little bit

5 de April de 2009

Respeito: eis aí um sentimento que poderia ter tantos seguidores quanto a banda Jonas Brothers. Mas, bem ao contrário, é um ítem em falta no mercado. No final do mês passado, começou uma onda de notícias sobre agressões e atitudes mal educadas de alunos aos seus professores. O que desencadeou a polêmica foi uma professora que teve traumatismo craniano ao apanhar de uma aluna na minha cidade, em Porto Alegre.

Professores são aqueles que irão nos guiar através de livros, fórmulas, exercícios e testes. Eles não inventaram nada daquilo, eles não tem culpa se a soma dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, eles não forçaram a ditadura a acontecer, nem criaram abalos sísmicos ou leis de Newton. Mesmo assim, eles fazem questão de toda manhã acordar e ir explicar tudo isso para um bando de gente que desconhece esses fatos. Eles te dão ferramentas e ideias para você formar suas opiniões, sua personalidade, sua cabeça, seu conhecimento – a famosa bagagem, que muitos fazem questão de despachar imeadiatamente que recebem.

O que acontece é que muitos alunos não vêem seus professores como alguém que quer ajudar, e sim como um autoritário, velho rabugento, uma figura que se for séria não pode ser alguém legal. Professores são, acima de tudo, mestres. E os mestres existem em todas as etapas da nossa vida, porque nunca vamos saber tudo. Vamos sempre precisar de ajuda, de conselhos, de informações. Seremos sempre alunos, aprendendo a viver. Passando por bons e maus professores. Tentando extrair o melhor de cada aula.

Se você não respeitar seus professores, as pessoas que, tanto quanto os seus pais, estão ali para te dar aquele empurrãozinho para não ter que começar sua vida de adulto sozinho, você não vai respeitar ninguém. E, pior ainda, terá escolhido ser um ignorante, que jamais será respeitado também.

Foto da minha formatura, eu recebendo o grau de René Goellner. Um mestre.

Heróis do dia-a-dia

1 de April de 2009

Na minha opinião, heróis não são guerreiros, não tem super poderes e não são somente aquelas pessoas admiráveis. Heróis são, simplesmente, aqueles que salvam pessoas.

Lembro que minha primeira heroína foi Elvira, a Rainha das Trevas. Eu tinha uns 8 anos e recém havia colocado aparelho nos dentes. Tava apertadíssimo, doendo muito, e Elvira me salvou me distraindo com 98 minutos de diversão cinematográfica, incluindo a dança dos peitos. Obrigada, Elvira!

Acho que muitos heróis internacionais não são reconhecidos pelo seu verdadeiro valor de salvação. O inventor da Paciência, por exemplo. Não, não falo da virtude. Falo do joguinho de cartas que acompanha o Windows desde sua primeira versão e que, com certeza, já salvou muita gente do tédio. E o que dizer do Sr. Lamen? Multidões de estudantes, mães apressadas e péssimos cozinheiros no mundo todo já foram salvas da fome e da miséria graças à essa humilde massinha. Miojo é herói! E o mesmo podemos dizer dos criadores de Poxipol, Palitos Gina, fita crepe e band-aid. Todos heróis, cada um da sua forma, nos salvando de pequenos pepinos do nosso dia-a-dia. E, diga-se de passagem, muito mais dignos do que muitos heróis convencionados por aí…

Dicionário da TPM

25 de March de 2009

Acho que talvez 99,9% dos homens não entendem, e pelo menos 99,9% não se conformam, mas ela existe. A TPM. O processo todo, na verdade, é bem simples: enquanto uma parte do nosso corpo se autodestrói e tenta expelir seus restos mortais nos momentos mais impróprios do nosso dia, algumas das palavras mais banais do nosso cotidiano adquirem novos significados na nossa mente desequilibrada.

Por exemplo, o seu chefe não é mais apenas alguém com um poder superior ao seu dentro de uma empresa. Não, ele é o capeta em forma de empresário que, acima de tudo, só pensa em ferrar com a vida de todo mundo, inclusive a sua. Não satisfeito, justo no dia em que seu útero resolveu virar sádico, ele humilha você na frente de todas as suas colegas. Colegas estas que deixam o posto de pessoas que fazem parte da mesma coorporação que você e imediatamente assumem o de bando de vacas que tem o cabelo e a bunda muito melhores do que a sua e adorariam roubar o seu namorado. É verdade, pode procurar no dicionário da TPM. O namorado, por sua vez, se transforma num cara mega insensível que acha que consegue agradar uma mulher apenas presenteando-a com flores, chocolates e uma réles declaração numa faixa de avião. Nos poupe. Aí você vai dormir concluindo que o mundo, aquilo que antes era considerado o conjunto de espaço, corpos e seres que a vista humana pode abranger, definitivamente significa um lugar sujo e injusto que nunca vai entender e valorizar a pessoa que você é. A vida acabou.

No outro dia, depois de ter cuspido na cara do seu chefe, saído no tapa com duas loiras oxigenadas do trabalho e ameaçado mais de 27 vezes terminar o namoro, você acorda e pensa: “Nossa, como eu tava chatinha ontem! Que boba!” e vive tranquilamente por mais 28 dias como se nada, nunca, tivesse acontecido.

Show das Cartas II

20 de March de 2009

Bom, como esperado, na primeira semana de março eu voltei pra Porto Alegre e, mais uma vez, foi aquele caos de cartas aqui em casa. Como estive fora durante muito tempo, vocês podem imaginar. Cartas até o final da rua. Então, como todos já sabem, temos aquela seleção por sorteio do meu assistente, o Sr. Bolinha. Esse mês ele sorteou a minha queridinha Ariane e a Sacks. Pois é gente, eu juro que tentei explicar pra ele que a Sacks não era um leitor ou fã meu, mas quem disse algum dia que bichos de pelúcia escutam estava drogadaço.

A Ariane me mandou vários presentinhos fofos. Um bloquinho, uma caneta e adesivos, que eu adoro. Me senti super querida com tudo isso! E ela ainda me disse uma coisa que amei: pra ela, meus posts poderiam ser traduzidos pela palavra bittersweet (a mistura do doce e do amargo). Muito legal!

Já a Sacks (e seu irresistível frete grátis) me mandou o rímel Telescopic da L’Oreal que eu já tinha lido em meio mundo de Flicks. O resultado, como falam, é muito bom.

O aplicador de silicone funcionou comigo e não empelota. Meus cílios já são grandes, ou seja, com o Telescopic então eu viro praticamente um traveco – Ronaldo pegael.

E fiquem ligados, o próximo sorteado pode ser VOCÊ! *aponta pra tela e faz cara de maníaco feliz*

Pã pã pã pãrã… essa é a vinheta do meu programa, o Bruby Show, ok?

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