Chorem de saudade!

24 de Janeiro de 2009

A Jéssica e a Ariane me indicaram pra um meme sobre lembranças da infância. Vocês vão notar logo como eu fui uma guria de fazenda e apartamento.

REGRAS
1 – Colocar as regras expostas no post
2 -Colocar 9 imagens que marcaram a sua infância, pode ser programa de televisão, passatempos, recreações tudo que demonstre sua infância.
3 -Explicar cada imagem
4 -Indicar 5 pessoas para fazer esse meme

Atari: uma vez nerd, sempre nerd. Sempre fui viciada em joguinhos, e compulsiva também. Funcionava assim: jogar, jogar, jogar, jogar, jogar = mãe! virei o jogo em 2 dias e minha bunda tá quadrada. Rolava toda aquela emoção de ter 4 jogos em 1 e soprar a fita quando não funcionava.

Lego: brinquei de Lego até uns 11, 12 anos. Eu e meu primo construíamos uma verdadeira cidade de Lego no quarto dele. A gente tinha uma casa enorme (que de tempos em tempos era “reformada”), escritórios de trabalho, cachorros e carros. Tinha também a casa de campo (um cenário com lago e cavalos que ficava no corredor), o clube, a lanchonete do Chinesinho e o posto de gasolina. E a gente fazia todos os detalhes de uma vida real: mini ovos de Páscoa, celular, almofadinhas, etc.

A Fantástica Fábrica de Chocolates: eu e meu primo éramos aquelas típicas crianças que pedem toda semana pra ver o mesmo filme. Acho que A Fantástica Fábrica de Chocolates era o campeão das reprises, mas tinha também Uma Cilada Para Roger Rabbit, Caravana da Coragem e Mary Poppins.

Fantoches: eu tinha vários e adorava fazer teatrinho atrás de um baú de vime do meu quarto. Era totalmente influenciada pelo programa Pandorga e pelo Festival de Bonecos de Canela. Eu adorava!!

Árvores: eu era uma macaca e vivia encima das árvores lá na chácara. Ficava pendurada, levava as Barbies pra brincar nos galhos (perdi meu melhor Ken assim =/ ele não resistiu…) e achava que era o máximo chegar o mais alto possível e ver a cara de pavor da minha família.

Bruxa Onilda: ela foi a minha inspiração pra começar a escrever. Lembram que eu escrevi num livro? Pois é, foi porque eu gostava tanto da Bruxa Onilda que eu criei um melhor amigo pra ela, o Froid. Ele era um ET centro de todas as minhas histórias, e eu escrevi várias aventuras dos dois juntos hahaha

Ursinhos Carinhosos: 5, 4, 3, 2, 1! Adorava o desenho! Eu e meu primo tínhamos os bebês gêmeos de pelúcia: ele o azul e eu a rosa. =D E no pré eu tinha uma almofada azul pra sentar no chão que minha vó pintou com um ursinho carinhoso e a estrelinha fofa. Fora Ursinhos Carinhosos, eu via muito Smurfs e Moranguinho! ^^

Motorhome da Barbie: eu enchi o saco e ganhei de Natal! Era muito fofo e usado, já que a minha maior diversão com a Barbies sempre foi: arrumar a casa, pentear, cortar e pintar o cabelo das bonecas e escolher a melhor roupinha. Brincar de inventar histórias e tal era a última opção! hahaha

Peposa: minha mãe sempre inventou uma história absurda de que o velho Seu Müller, meu vizinho de baixo, tinha deixado a Peposa na nossa porta pra eu cuidar, mas eu sei que ela veio sozinha! =D hahaha Tem gente que acha ela feia, mas eu sempre adorei! Tinha também a Peposa branca, o Peposo e dois Peposinhos! Família toda! Claro que dava barraco porque a Peposa e a Peposa Branca eram apaixonadas pelo único Peposo que tinha. *protagonistas da Malhação detected*

Nossa, mas tem lembrança que não acaba mais. Li MUITOS gibis da Turma da Mônica, tenho muitos filmes e músicas marcantes (que eu ouvia no Meu 1º Gradiente), mas não cabe tudo no meme! hehe

Indico para: Nicas, Vy, Mari, Deborah e Lusinha!

Don’t touch my stuff

26 de Novembro de 2008

Eu acho que é um mal de filha única, mas também acredito que tenha a ver com meu signo. Eu sou terrível pra emprestar coisas. Tenho um ciúmes danado de tudo que é meu e reza a lenda que quando pequena eu trancava a porta do meu quarto quando os filhos das amigas da minha mãe vinham aqui em casa. Ok, eu me lembro perfeitamente de parar na frente da porta e dizer “não existe nada pra lá, a casa termina aqui!” e tentar convencer uma criança menor do que eu de que talvez aquela porta fosse um erro arquitetônico, vai saber?!

A questão é que pouco disso mudou no alto dos meus 22 anos. Mas estou melhorando, é verdade. Já não páro mais na frente da porta, e ano passado emprestei uma box de Friends e outra de Seinfeld pro meu melhor amigo, que tinha feito uma operação no joelho e provavelmente ficaria de molho um tempo. Foram meses fingindo naturalidade e tranquilidade, tentando dar os ares de alguém que tinha mais o que pensar do que em qual dvd player tocavam meus DVD’s. A verdade é que me contorcia na cama sonhando que alguma das box poderia voltar com marcas de dedos, um risco de caneta, ou, pior ainda, um dos cantinhos levantado.

Não gosto de pensar em emprestar maquiagens, roupas, livros, DVD’s. Mas estou trabalhando bem com a idéia de emprestar canetas BIC na aula. Apesar de tudo, não sou uma pessoa materialista, antes que joguem meu nome na Medina. É aí que acho que entra o lado canceriana de ser, pois eu agrego muito valor à essas coisas. Elas parecem únicas pra mim, mesmo que existam outros exemplares, modelos, etc. Guardo porcarias que meu pai me deu só porque foi ele que me deu, e isso inclui um chaveiro de bicho horrendo laranja de mola, mistura de hipopótamo com tamanduá.

E depois de todas essas constatações, não é de se estranhar a minha reação diante da pergunta do meu namorado – que aprendeu muito bem a dividir os materiais com os coleguinhas: Que tu acha de reunir o pessoal aqui em casa pra fazer a inauguração do meu Wii?

*olho pra ele, séria. grande suspiro. olho pra frente de novo.*

Ah, por favor. Todo mundo sabe que meu Wii seria guardado numa redoma de vidro em algum lugar das Antilhas Holandesas, onde eu jogaria o mesmo jogo pra sempre só pra não ter que comentar nada com ninguém. Com luvas descartáveis, claro.