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Desculpa, é que eu sou juca

11/10/2011

Se eu participasse no Zorra Total, esse seria meu bordão.

Como disse no último post, resolvi me assumir mongolona. Minhas primeiras peripécias foram com o transporte público coletivo, ou, como descreve o poema no vidro do meu amigo 520: “Repara no nome daquele grande dragão fumegante que captura nossas almas para o purgatório diário: Ônibus.”

Resolvi usar meu TRI pela primeira vez esse mês, super feliz. Fui caminhando até a parada, pensando “Vou passar o meu TRI ali como se fosse muito natural pra mim, sem deixar vestígios de noob” e testando as melhores maneiras de segurar meu cartão na mão para passar como uma especialista quando chegasse minha vez. Ônibus chegou, eu subi e uhu! Coloquei meu TRI direto na máquina e fiquei esperando. Esperando… esperando… E nada! Aí só ouvi o cobrador falando “Não é aí que coloca, moça. Isso é o visor…” Pronto. Primeiro FAIL detectado! Mas continuei, como se estivesse apenas confusa naquele momento porque estava muito abalada com problemas pessoais, tipo, passando por um divórcio ou tido notícia de que alguém da família está com vermes. Fora que podia ter sido pior, certo? Eu podia ter tentado colocar o TRI na testa do cobrador, por exemplo.

Daí ok, coloquei no lugar certo, e fui passar na roleta. E a roleta trancada. E eu insistindo pra passar, porque né? Tinha passado certo meu TRI agora. E a roleta trancada. Cobrador me fala “É recarga” e eu “Sim, eu sei”, insistindo ainda pra passar. E ele “É que é recarga” e eu “Aham!”, e forçando mais do que nunca aquela maldita roleta. Aí decidi olhar pro cobrador e me liguei “Ahhhhh… eu tenho que passar o cartão de novo, é isso?”, e ele “Sim”.

Logo depois, eu olhei pra câmera, que fechou em mim, e disse meu bordão “Ah tá… desculpa… é que eu sou juca!”, ao som de risos histéricos de uma platéia falsa.

Pra completar, assim que finalmente passei a roleta, o cobrador me disse “Agora fique a vontade e pode se sentar!”

ESSA PARTE eu sei, né?

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4 Comentários

  • Ariane

    Eu não consigo deixar de pensar na cena e cascar o bico de rir. Deve ter sido BLASTER hilário, hauhauhahuauahuahua.
    Mas com o tempo vc pega o jeito. Eu felizmente vou pro trabalho de fretado, e dps q comprei o meu carro não precisei mais passar por esse tipo de cena..bom, com exceção qdo o carro quebrou e eu tive q ir ao médico na PQP de busão…..xinguei cada partícula da atmosfera naquele dia, hauhauha.
    Bjão.

    11/10/2011 at 13:22 Reply
  • Deborah

    Eu preciso dizer que ri MUITO e que me identifiquei mais ainda! Hahahaha
    Também nunca fui acostumada a usar o transporte coletivo, e ainda hoje, cada vez que preciso pegar ônibus, é aquela de me certificar com o motorista se passa onde eu quero ir (vai que eu tô pegando o busão errado?), e de rezar para pôr o cartão no lugar certo e não prender a bolsa na roleta!
    Enfim, acontece nas melhores famílias e um dia melhora, eu ACHO! :P
    Boa sorte por aí!
    Beijos

    11/10/2011 at 13:29 Reply
  • Diego C.C.

    Relaxa gata, eu fiz a mesma coisa qdo usei pela primeira vez meu Rio Card. E como eu tava morando a um bom tempo em Niteroi, qdo eu voltei pro Rio todo mundo ja tinha um cartão e usava assim super natural. Eu passei pelo mesmo drama da recarga, queria ter bancado o PRO mas me ferrei T_T agora como modo de vingança eu só faço carão pra passar o cartão e rio abafado qdo tem um novato desavisado na catacra na minha frente… AI COMO EU TO BANDIDA!

    11/10/2011 at 19:45 Reply
  • Barbara

    Preciso dizer que faria parte da plateia falsa? Mas nesse caso eu seria super sincera: você é a juca mais legal que eu já li.

    12/10/2011 at 13:43 Reply
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