Sessão Pipoca com Nescau

22 de Maro de 2009

Ninguém estranhou mais de 3 meses sem este blog falar de Cinema? Já era hora né?


Be Kind, Rewind ★★★★☆

Depois de muito tempo esperando, o filme do Michel Gondry veio com o título de Rebobine, Por Favor. São tantos comentários pra esse filme que não sei nem onde começar. Sim, a premissa da história é mega bizarra, mas o desenrolar é muito legal, o espírito de coletividade (ok, eu amo isso) é super envolvente, os remakes são hilários e os efeitos de baixíssimo orçamento também. Aliás, quem conhece o Gondry sabe que ele prefere ficar milhões de horas montando bloquinhos de Lego pra fazer um stopmotion do que simplesmente ir pra um programa de computador criar uns efeitos de vídeo, e o filme é basicamente isso. Com criatividade, muitas mãos na massa e pouco dinheiro, uma coisinha tosca pode ser diversão gratuita. Eu amei o final! ^^


Zack and Miri Make a Porno ★★★★☆

A.k.a Pagando Bem, Que Mal Tem?, uma tradução tão tosca que me recuso a chamar o filme assim. Zach and Miri me parecia mais uma daquelas comédias que os homens amam pelas piadas sujas e as gurias ficam com cara de nacho murcho, como geralmente são os filmes do Kevin Smith, na minha opinião. Mas eu gostei bastante, o Seth Rogen consegue ser fofo independente do que ele faça, a Elizabeth Banks tá linda e as roupinhas dela também e eu acho que vou ser uma das únicas gurias a elogiar esse filme.

Agora um mini especial Oscar atrasado sobre os filmes que todo mundo já leu a respeito:


O Curioso Caso de Benjamin Button ★★☆☆☆

Eu não precisei assistir esse filme pra dizer que Brad Pitt é um bom ator. Eu já havia constatado que a beleza era só a entrada do moçoilo quando vi Clube da Luta e Snatch – Porcos e Diamantes. O Brad (assim como meu queridinho DiCaprio) ainda vai ganhar um merecido Oscar. Mas sobre o filme… percebi bastante ironia e uns momentos até meio toscos, mas a história é, sim, bem bonita. O problema é que demora 3 horas, e isso me cansou bastante. Confesso que eu esperava mais do tal curioso caso. Algumas horas são bem monótonas e dispensáveis e o final fica uma coisa assim… meio aberta. Estranho. Fora que, gente, eu tenho uma implicância enorme com a Cate Blanchett! Ainda mais vivendo feliz do lado do muso mor hahaha


Slumdog Millionaire ★★★☆☆

Cidade de Deus na Índia. Sim, foram poucos os momentos em que eu não comparei os dois filmes. Achei bem legal o fato da história ir sendo contada pelas perguntas do programa, e todas elas remeterem à traumas (porque infelizmente eles marcam mais do que os momentos felizes). No fim, é uma história de amor, e por isso mesmo acho que o final deveria ser diferente. Também dispensaria a dancinha coletiva ao som de Jai Ho! nos créditos finais… fiquei um pouco com vergonha alheia. Mas a atriz que faz a Latika é linda, e o Jamal pequeno é muito fofinho!

Vocês não concordam que seria muito mais legal se ele errasse a pergunta valendo 20 milhões, mas em compensação encontrasse e ficasse com a guria que ele queria o filme todo? Seria muito melhor, e mais realista também!


O Leitor ★★★★½

Acho que dos três concorrentes ao Oscar que eu vi, esse foi o que eu mais gostei. Não dava nada por ele, porque ouvi muita gente falando que era um dos mais fracos e tal. Mas é uma história sobre o nazismo, sobre o amor, sobre o analfabetismo, sobre ingenuidade, ignorância… ih, tantas coisas! As cenas em que o menino lê pra ela são muito bonitas, e a meia hora final é matadora, muito emocionante. Sem contar que eu voltei pra casa super feliz de saber que a Kate Winslet tem estrias na cintura como eu! Uhu! :mrgreen:

Não me coloquem no saco!

27 de Fevereiro de 2009

saco

Acho que agora entendo a graça toda de tocar o terror com a história do Velho do Saco. O saco, nada mais é, do que um buraco negro onde são jogadas todas as pessoas com um mínimo de gosto em comum. Gosta de Bob Marley? Tem que fumar uma maconha. Curte pagode? Tem que morrer.

Se você usa sapato bico fino, nem pense em dizer que você gosta de Ramones. Afinal, todo mundo sabe que fã de Ramones usa é All Star. Está lá, escrito no saco. Por essas e outras, sempre me senti meio por fora do público Los Hermanos. Eu não tenho uma armação grossa de óculos. Há quem diga que não sou uma verdadeira fã por causa disso. Aliás, gostar de Los Hermanos diz muito sobre mim. Eu não posso rir huahuahua e deveria dizer que odeio televisão sempre que puder. Se eu disser que gosto de Los Hermanos E Michel Gondry acabou minha vida social. Nada de coisas massificadas, eu estou num saco que não permite. Eu inclusive deveria procurar por bandas que nunca ninguém ouviu e escutar exaustivamente até encher meu Last.Fm com elas. Isso é a coisa mais chata de pertencer a um saco: você está preso lá, com limitações de todos os lados, restando apenas fazer as mesmas coisas que seus companheiros de saco.

É claro que você saca na hora quando existem pessoas que gostam das coisas que você gosta por puro modismo, e não porque elas enxergam tudo aquilo que você também vê quando lê um bom livro, ouve sua música favorita ou assiste um filme diferente de tudo que já foi feito. Mas, infelizmente, estão todos dentro de um saco. Não dá pra diferenciar à primeira vista. Os fãs de Crepúsculo devem me entender.

Então quem gosta de Jota Quest é adolescente sem personalidade e massificada, quem vai a raves provavelmente consome drogas, quem é publicitário tem que ser mega criativo, quem gosta de maquiagens caras é fútil e quem lê meu blog precisa comentar algo engraçado. O saco não tem esse nome a toa. É mesmo um saco.

Editando: Entrei para o TDB da Capricho. E não me venham com sacos. Leiam o post de novo, pra reforçar.