Quando Deus te dá o cano

4 de November de 2009

Essa história de onipresença sempre me pareceu balela. Deus não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e com certeza ele já te deu o cano. É tipo wireless, todo mundo que tem sabe que NÃO, não pega em qualquer cantinho da casa.

Penso nisso toda vez que vou a um banheiro público, faço xixi e só depois percebo que não tem papel. E então pergunto, onde está Deus nessas horas? Onde está a faxineira responsável pela reposição do papel? E, o mais importante, onde está meu cérebro e por que não chequei isso antes? São momentos caóticos, de verdadeira tensão e descrença em qualquer tipo de fé. É horrível.

Mesma coisa acontece quando você se perde. Antes do cano, uma falha de produção: por que não nascemos com GPS? Google Maps? É um absurdo ter que usar parte do meu cortex pré-frontal decorando nome de ruas enquanto poderia estar memorizando outras coisas. Definitivamente é por isso que eu esqueço aniversários (viu só, insira_aqui_seu_nome?). E onde está Deus nessas horas? Eu garanto que vendo Lost, por alguma ironia do destino que ele mesmo controla.

E não para por aí. E as várias vezes que me deram o troco errado e só fui me dar conta disso em casa? E às vezes que meu WAP é acionado sem que eu perceba? E aquele dia que comi pão de queijo com formigas achando que era orégano? Não vou nem mencionar as mensagens trocadas no MSN. Esse velhinho safado só pode estar de brincadeira ou realmente adora ver suas criaturas em situações constrangedoras e desagradáveis. “Dancem, marionetes, dancem”, diz ele nos intervalos do seu jogo preferido, World of Warcraft.

Coincidência?

14 de October de 2009

Há boatos de que a Era de Aquário poderia começar em 2009. Como diz a música, a Era de Aquário seria uma fase de harmonia, compreensão, amor e, principalmente, a espiritualização de todas as pessoas no mundo. Em resumo, o verdadeiro espírito We Are The World e Criança Esperança, só que forever and ever. Bom, isso é apenas uma forma que encontrei pra justificar o quão estranha é a história desse post.

Para manter o anonimato do nosso protagonista, vamos chamá-lo de… Agnor da Silva. Então que eu e o André fomos jantar no shopping na quarta-feira de noite e depois que saímos perguntei se ele não queria ver onde era a locação onde gravamos um comercial no final de semana passado. Só pra constar, a locação era bem longe, mas eu sou inconsequente e estava no banco de carona mesmo. Então passamos lá na frente e #fail porque tava tão escuro que nem pudemos ver nada. O André lembrou que moramos no deserto e nunca temos nada pra beber em casa, então precisávamos ir num posto comprar refrigerante. Fomos num posto ali perto. Ele entrou na loja de conveniências e eu fiquei no carro quando ZÁZ! Avisei ele: Agnor da Silva. Agnor, que tinha sido meu colega do Jardim A a Oitava Série. Agnor, que com 10 anos de idade já devia cheirar cola. Agnor, que num show da Comunidade Nin-Jitsu ficou com duas gurias ao mesmo tempo. Agnor, que mora no mesmo bairro que eu e as 23h de uma quarta-feira estava comprando uma caixinha de suco de maçã num posto do outro lado da cidade. No cartão de crédito. Agnor, que deve ter me reconhecido e apenas pensado “Bruna… aquela do colégio”.

Então eu olhei pra ele, ele olhou pra mim, e saiu absoluto no seu Crossfox amarelo ovo (seria Agnor um viral?). E isso teria sido apenas estranho, mesmo com o fato de que eu e o André saimos a seguir o carro pra confirmar se era mesmo o Agnor. E passamos por sinais vermelhos. E fomos transgressores da sociedade. E talvez temos uma multinha. E no fim perdemos o carro porque, Jesus, como corre esse Agnor.

Mas, como eu disse, essa foi apenas uma noite maluca de quarta.

Quinta-feira, eu saí aqui da produtora pra esperar o André me buscar pra almoçar e quando estava na calçada, avisto um Crossfox amarelo ovo. Ok, não é apenas o Agnor que tem um, certo? É um carro feio? Com certeza, mas existem muitas pessoas de mau gosto – e de pinto pequeno – por aí. Mas, acreditem… ERA ELE! Na rua onde eu trabalho, que não é movimentada e também não é muito perto de onde nós moramos. E como se não bastasse passar pela rua, ele estaciona e desce. E sai andando com uma mochila.

Então é tipo… eu fico uns 10 anos sem ver a pessoa, e aí encontro ele num posto do outro lado da cidade e no dia seguinte na rua onde eu trabalho. Bizarro. Definitivamente, algo estranho está acontecendo. Pensei que talvez Deus estivesse querendo me dizer “siga os passos de Agnor” ou algo do tipo, mas depois de ficar a tarde toda cheirando Tenaz, eu concluí: “jamais ficarei com duas meninas ao mesmo tempo, muito menos terei um Crossfox amarelo”, e tenho dito.

O que você faz quando ninguém te vê fazendo?

12 de October de 2009

amelie

Todo mundo tem estranhos ou pequenos prazeres que são capazes de mudar qualquer dia emburrado, até mesmo os de TPM. Prazeres daqueles de Amélie Poulain, que talvez só você sinta graça. E, tal qual a Amélie, quando eu era pequena amava enfiar a mão dentro de um saco de feijão ou lentilha no armazém da esquina, enquanto minha mãe tava lá do outro lado do corredor. Pena que hoje em dia nem armazém existe mais, quanto mais o saco de feijão! Mas com o tempo eu fui descobrindo outras coisinhas que são bem bobas, mas divertem muito. Eu adoro escrever meu nome no vidro embaçado do box no banho. Eu sei, eu sei que às vezes fica marcado e não sai nem com água, mas não consigo evitar. Minha letra parece mais bonita quando escrevo direto com meu dedo, e às vezes até letra de música sai lá. Também tenho um pequeno prazer de infância que é comer farinha láctea. Nem é do gosto que eu gosto, mas sim dela grudando no céu da boca e deixando tudo enfarofado. No outono, adoro pisar encima das folhas secas no chão. E, é claro, nada melhor do que chegar em casa e ligar o som bem alto naquela música breguíssima que faz você até desabilitar “o que eu estou ouvindo” do MSN só pra poder cantar e dançar sozinha no quarto.

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Gente, só pra avisar que esse meu post saiu na edição 1081 da Capricho (que está nas bancas agora, com a capa da Fresno!! Yay! Abaixo a página!



Eu, Aninha e Flávia e as meninas do leia+ (you go, Gil).

Nunca é tarde para…

23 de September de 2009

Já tive fases em que cogitei jamais perdoar alguém por tal feito. Depois de um tempo, você percebe o quanto isso é mesquinho. Nenhum ser humano é perfeito, e isso significa que seus pais, assim como você, também erram. Erram como crianças, por mais que tenham mais idade e experiência de vida. O seu namorado e talvez todos os outros caras que existiram antes dele podem ter percebido seus erros exatamente por algo que fizeram à você, mas só se deram conta disso depois que já tinham te magoado. Aquela amiga invejosa era apenas insegura ou segura demais, e pode ser que com 30 anos ela já tenha amadurecido e achado que tudo que fez foi uma grande bobagem de adolescente mimada. Talvez existam muitas palavras de “sinto muito” e “desculpas” perdidas no espaço e no tempo, onde o ofendido não dá o braço a torcer para dizê-las e quem ofendeu pensa ter perdido aquela pessoa para sempre. Mas, acreditem, nunca é tarde para perdoar ou ser perdoado. Por um coraçãozinho sem mágoas e uma vida mais feliz.

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Ps: SIM, , como sempre, existem as exceções que nós queremos que morram no inferno e que venham minhoca na próxima encarnação. Mas aí, com o amadurecimento, a gente aprende a IGNORAR, certo? =)

Em cartaz desde 1986

13 de September de 2009

Minha Própria Vida ★★★★☆

A qualquer momento, você vai conhecer Bruna. Ela é uma menina normal, como eu e você. E também diferente, com suas manias e gostos muitas vezes controversos, como eu e você. O começo de tudo? Julho de 1986, numa cidade ao sul do Brasil. Desde pequena ela já estava fadada ao desconhecido mundo dos diferentes. Com 6 anos decidiu ser vegetariana, aos 10 queria ser escritora, aos 17 queria ainda ser virgem e com 23 anos decidiu que não decide mais nada, só se deixa levar pela vida que leva. Ela não sabe o que faz, ela não sabe pra onde vai, nem como vai, mas tudo que ela quer é fazer parte de muitas aventuras, que irão mudar a vida de várias pessoas, inclusive a sua. Uma comédia, um drama, com romance, suspense e até mesmo momentos de ficção. Uma história mágica e pós moderna que vai fazer você viajar no tempo, voltar a ser criança, reviver os melhores sentimentos de uma adolescência sonhadora, tudo isso sem parar de seguir adiante. Um filme produzido pelos meus pais, escrito pelo destino e dirigido e estrelado por mim: Minha Própria Vida.

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