Sessão Pipoca com Biscoito

25 de April de 2009

Ele não está tão afim de você ★★★★★

Gostei bastante do filme. Não li o livro, mas eu acho que não gostaria tanto. Não sou o tipo de pessoa que gosta de ficar falando sobre relacionamentos homem x mulher. As diferenças, como pensam, mimimi. Acho isso tão chato e clichê. E acho que o filme conduz esse tema de um jeitinho mais fofo, com histórias que dão certo, histórias que não dão, misturando situações bem reais com continho de fadas. Uma coisa meio Simplesmente Amor, mas mais pé no chão. Detalhe pras roupitchas e pra decoração da casa da Gigi! É liiinda! E detalhe pra The Cure tocando enquanto rolam os créditos! A melhor cena do filme reune Jennifer Connely e um espelho. Sim, ela define toda mulher: compulsiva com surto de consciência 1 minuto depois de ter sido compulsiva. Achei a historinha da Jen An é a mais fofa (e eu não suporto ver ela chorando que já fico com lágrimas nos olhos), mesmo não gostando muito do Ben Affleck.

Monstros vs. Alienígenas ★★☆☆☆

Pela primeira vez, fui ver um filme em 3D no cinema. Nem preciso dizer, criancite aguda tomando conta do meu corpo enquanto eu achava o máximo usar um óculos por quase duas horas. O filme mesmo não é grandes coisas. A história é meio perdida no tempo, com muitos elementos soltos e simplesmente não faz sentido algum. Diferente de Monstros S.A. onde você nem estranha o fato de que existe uma empresa de portas e monstros de armários que sobrevive do medo das crianças porque a história envolve completamente quem assiste. É, meio decepcionante. Acho que os monstros talvez salvem um pouco com suas piadinhas e carisma (principalmente Bob e Insetossauro). O filme tem muitas referências a outros filmes de ficção científica, e ainda uma rápida referência à introdução do Casamento do Meu Melhor Amigo, mas elas são todas no início, explícitas e totalmente oportunas, o que deixa parecer meio idiota.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom ★★★☆☆

Finalmente fui ver o filme da Becky e devo confessar que a maior empolgação de tudo é ficar reconhecendo as coisas do livro na tela. A Becky, a Alicia, o quarto dela e as pontas de estoque são exatamente como eu imaginava. Mas não dá pra negar que o filme ficou extremamente mais raso. Não gostei muito da trilha sonora, não gostei de misturarem os primeiros dois livros, senti falta do jeitinho e dos hábitos ingleses e achei que banalizaram muitas coisas, tipo o casamento da Suze! Gostei do Luke, das botas vermelhas que aparecem no final e do toque do celular da Becky que é Gwen Stefani – Rich Girl (e eu quero baixar agora pra pôr no meu! haha)

Eu só vou se for de DeLorean

20 de April de 2009

delorean

Voltar no tempo não é pra qualquer um. É preciso ser mágico, louco ou Marty McFly. Mas e se você pudesse voltar no passado? Eu não mudaria nada da minha história, me orgulho muito da minha infância e me diverti muito na adolescência. Mas eu faria questão de viajar no tempo, e minha primeira parada seria os anos 80. Eu nasci em 1986 e acompanhei muitos dos clássicos da década, mas imagino como seria viver tudo aquilo hoje, com 22 anos. Poder sair sabendo que ninguém iria te achar, pois celular ainda não fazia parte da nossa rotina. Chapinha? Progressiva? Que nada! Lava o cabelo e sai no vento, porque a moda é ter volume. Eu teria saído às ruas para comemorar quando foi decretado o fim da Ditadura e a volta dos exilados. Também comemoraria o decreto que todas as mulheres teriam cintura, porque passar o dia inteiro com uma calça de cintura alta apertada sem respirar direito tem que ter uma vantagem. Eu poderia ver o show da banda que marcou a minha vida, antes mesmo de eu nascer, a Legião Urbana. Eu poderia ter assistido Os Goonies no cinema, ao invés de ter conhecido Sloth pela minha tv de 14 polegadas. Eu dançaria lambada sem que isso fosse considerado brega. Eu veria Roque Santeiro, na falta de um computador e de uma tv a cabo. Mas eu só faria essa viagem se fosse de DeLorean, a máquina do tempo em forma de carro inventada pelo Dr. Brown. Só assim eu poderia ir e voltar numa boa, pra poder contar tudo isso no meu blog, enquanto ainda vestisse minhas polainas.

O bom de ser famosa é…

15 de April de 2009

Ganhar presentes. Pena que não sou famosa. Mas ganho presentes! O Boticário mandou um kit lindinho para todas as blogueiras colaboradoras do Tudo de Blog da Capricho! Foi meu primeiro presente de Páscoa, pois chegou aqui em casa no sábado de manhã! ^^


Pra ver o que tem dentro…


Boticário para anões: mini lápis, mini gel secante e mini gloss

E aí domingo terminou o feriado e eu posso dizer que passei a Páscoa inteira sem comer UM chocolatinho. É, porque minha mãe ainda esconde o meu “ninho” (leia-se coelhinho verde que serve como saquinho desde quando eu tinha uns 10 anos) e me faz procurar. Claro que eu não me presto a esse papel e prefiro levantar o nariz, fazer pose de esnobe e passar fome. Levando em conta também que às vezes em que tive algumas recaídas e me sujeitei a tal função eu simplesmente não achei meu coelho. Mas isso não vem ao caso. Meu namorado chegou de viagem e trouxe um ovo diet acompanhado de bombons da Cacau Show, gentilmente cedido pela sogra. Os bombons são muuuuito bons e o ovo ainda não comi, mas acredito no potencial dele.

Achei o ninho na terça-feira. E a coisa mais feliz do ano foi eu ter comido merenguinhos diet que vieram numa das pernas do meu coelho. Eu adoro merengue e acredito que comer um cura até gripe. Também ganhei vários chocolatinhos Diatt (que não comentei no post da Páscoa Diet, mas são meus preferidos para o dia-a-dia). Muito bom!


Foto meramente ilustrativa, já que o pote de merenguinhos, os bombons da Cacau Show e algumas barras de chocolate Diatt não se encontram mais no local

E vocês, como foram de Páscoa? Beijos!

O pós do ex

12 de April de 2009

Primeiro você se transforma na Revolta. Tira o commited do Orkut, deleta todas as fotos dele, se escabela toda e xinga o maldito até sua décima quinta geração de parentes. Faz uma fogueira numa lata de Nescau e queima cartas, fotos, aquele primeiro papel de bala que ele te deu quando vocês ainda eram só amigos e todo e qualquer vestígio de que aquele canalha passou pela sua vida, incluindo a aliança que teima em não sair do seu dedo. Depois, você assume a Mágoa. Começa a sentir falta do cheiro, do gosto, dos telefonemas, de comentar aquele programa que vocês sempre viam deitados no sofá no domingo a noite, de alguém que entenda o que quer dizer aquela palavra que vocês criaram juntos. Você até tenta resgatar algumas poucas coisas da lata de Nescau, mas é em vão. Você se torna a Depressão. E, pior, faz força pra continuar sendo ela. Se joga nas caixas de chocolate, aluga pela sétima vez na locadora Um Amor Pra Recordar e ouve incalsavelmente todas as versões de Fico assim sem você da Adriana Calcanhoto. Só com sax, só com piano, gospel, forró, indiana. Chorando abraçada com o maior ursinho de pelúcia que ele te deu em todas, claro. Você olha pra aliança e chora. Você come, e chora. Você assiste Tom e Jerry e chora. Você respira, e… chora mais um pouco. Até o momento em que você não tem mais 80% de água no corpo, e sim 5% e resolve que você vai voltar a ser Mais Você. Porque no fim, é como a TPM. Existem receitas para amenizar, mas não mágicas para sumir. Acontece, você querendo ou não. É humano. Dói, irrita, dá depressão e tudo que você não quer é passar por aquilo de novo. Mas a vida continua.

Respect, just a little bit

5 de April de 2009

Respeito: eis aí um sentimento que poderia ter tantos seguidores quanto a banda Jonas Brothers. Mas, bem ao contrário, é um ítem em falta no mercado. No final do mês passado, começou uma onda de notícias sobre agressões e atitudes mal educadas de alunos aos seus professores. O que desencadeou a polêmica foi uma professora que teve traumatismo craniano ao apanhar de uma aluna na minha cidade, em Porto Alegre.

Professores são aqueles que irão nos guiar através de livros, fórmulas, exercícios e testes. Eles não inventaram nada daquilo, eles não tem culpa se a soma dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, eles não forçaram a ditadura a acontecer, nem criaram abalos sísmicos ou leis de Newton. Mesmo assim, eles fazem questão de toda manhã acordar e ir explicar tudo isso para um bando de gente que desconhece esses fatos. Eles te dão ferramentas e ideias para você formar suas opiniões, sua personalidade, sua cabeça, seu conhecimento – a famosa bagagem, que muitos fazem questão de despachar imeadiatamente que recebem.

O que acontece é que muitos alunos não vêem seus professores como alguém que quer ajudar, e sim como um autoritário, velho rabugento, uma figura que se for séria não pode ser alguém legal. Professores são, acima de tudo, mestres. E os mestres existem em todas as etapas da nossa vida, porque nunca vamos saber tudo. Vamos sempre precisar de ajuda, de conselhos, de informações. Seremos sempre alunos, aprendendo a viver. Passando por bons e maus professores. Tentando extrair o melhor de cada aula.

Se você não respeitar seus professores, as pessoas que, tanto quanto os seus pais, estão ali para te dar aquele empurrãozinho para não ter que começar sua vida de adulto sozinho, você não vai respeitar ninguém. E, pior ainda, terá escolhido ser um ignorante, que jamais será respeitado também.

Foto da minha formatura, eu recebendo o grau de René Goellner. Um mestre.

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