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Essa história de onipresença sempre me pareceu balela. Deus não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e com certeza ele já te deu o cano. É tipo wireless, todo mundo que tem sabe que NÃO, não pega em qualquer cantinho da casa.
Penso nisso toda vez que vou a um banheiro público, faço xixi e só depois percebo que não tem papel. E então pergunto, onde está Deus nessas horas? Onde está a faxineira responsável pela reposição do papel? E, o mais importante, onde está meu cérebro e por que não chequei isso antes? São momentos caóticos, de verdadeira tensão e descrença em qualquer tipo de fé. É horrível.
Mesma coisa acontece quando você se perde. Antes do cano, uma falha de produção: por que não nascemos com GPS? Google Maps? É um absurdo ter que usar parte do meu cortex pré-frontal decorando nome de ruas enquanto poderia estar memorizando outras coisas. Definitivamente é por isso que eu esqueço aniversários (viu só, insira_aqui_seu_nome?). E onde está Deus nessas horas? Eu garanto que vendo Lost, por alguma ironia do destino que ele mesmo controla.
E não para por aí. E as várias vezes que me deram o troco errado e só fui me dar conta disso em casa? E às vezes que meu WAP é acionado sem que eu perceba? E aquele dia que comi pão de queijo com formigas achando que era orégano? Não vou nem mencionar as mensagens trocadas no MSN. Esse velhinho safado só pode estar de brincadeira ou realmente adora ver suas criaturas em situações constrangedoras e desagradáveis. “Dancem, marionetes, dancem”, diz ele nos intervalos do seu jogo preferido, World of Warcraft.

Não sei o que acontece, só sei que nada me interessa quando o tema é “oriental”. Não me levem a mal, não é que desgosto. Simplesmente não gosto. Parece chato, além de confuso. Não vou nem comentar sobre o Oriente Médio com aquela chatice de vários países com nomes parecidos e outros tantos ainda que a gente nem lembra que existe, a não ser quando compra album de figurinhas ou, sei lá, vê um Discovery Channel.
Mas o meu problema é mesmo com o Extremo Oriente. Nunca sei diferenciar lugares ou pessoas na Coréia, Japão, China. Pra mim é que nem Norte e Nordeste do Brasil, eu NUNCA sei onde ficam as cidades, e nem ao menos se são cidades ou estados. Ok, eu sei que tenho sérios problemas com Geografia. Lembro de planícies, planaltos e depressões apenas. Enfim, coisas orientais são estranhas.
Não tenho vontade de conhecer nenhum país, por exemplo. Ficar andando no meio de símbolos loucos. É como viver no mundo do Wingdings. É óbvio que japoneses (ou chineses, ou coreanos) são bons em memória. Eles tem que decorar mil símbolos pra poder ler alguma coisa. Ou certo que pra eles também é Wingdings e eles tem um generator-chat pra conversar, ou coisa do tipo.
Eu nem sei quem xingar quando esses malditos japoneses (ou coreanos, ou chineses) fazem algo melhor do que eu ou me ganham em algum jogo multiplayer. E, acreditem, isso acontece com bastante frequência. Bastardos… orientais!
Algumas coisas que eu gosto: árvores Sakura, Kung Fu Panda, Lucy Liu, miniaturas e bonecas irritantemente perfeitas. É, acho que é isso.
Tem dias que eu penso seriamente em finalmente encarnar o espírito de porco que tanto teima em pairar sobre a minha cabeça e dar respostas extremamente mentirosas e bizarras a meu respeito.
E aí, como anda o namoro?
Ah, aquele? Acabou.. pois é.. mas tudo bem. Encontrei um cara muito legal e estamos vivendo num trailer, junto com um pessoal do circo onde ele trabalha. Só seria mais legal se ele pudesse tirar as pernas-de-pau pra dormir.
Como vai a vida de formada?
Tá ótima! Larguei a Publicidade, aquilo é coisa de maluco! No momento tô focada na minha banda de instrumentos imaginários. Eu solo no pirulito, tem o Marcinho na vassoura e o Jorge tá tentando tirar um som legal com as agulhas de crochê.
Porque às vezes as pessoas perguntam demais. Ou você simplesmente está num good bitch day.
Me dá um T! Me dá um P! Me dá um M! Adivinhem que dia é hoje? hahaha