22 anos em um post

4 de March de 2009

Categorizei meu blog como “blog de opinião”. Porém, lembrei dos áureos tempos de infância e adolescência no colégio (e na faculdade também), onde eu sempre fiz o papel da guria do fundo que vai bem nas provas, não pega ninguém e nunca levanta um dedo sequer pra comentar matérias ou fazer perguntas durante a aula. Foram-se os seminários, as simulações de audiência, os debates tórridos sobre os assuntos mais polêmicos, as palestras. Nada. Nunca disse um “ai” em público, a não ser, é claro, que me fosse perguntado algo. Foram anos com coisas engasgadas, e hoje eu concluí que pagaria por um intervalo inteiro no horário nobre da Globo pra dizer algumas coisinhas…

Sou contra o aborto. E a obrigatoriedade do voto. E as cotas para negros. Mas sou a favor das cotas para colégios públicos. E da pena de morte. E da legalização da maconha também. Policiais deveriam ser melhor remunerados. Eu acho que Capitu traiu Bentinho. Eu tô de saco cheio de 50% dos blogs que eu visito. Pessoas que em pleno ano 2009 não aceitam homossexuais são ridículas. Auto-descrições também. Eu cago pra modelos novos de celular e iPod. Eu assisto todos os BBB’s. Não entendo como a maioria das pessoas não tem nojo de comer algo que um dia teve olhos. Também não entendo como existe tanta mulher sem noção com biquini fio dental na praia. Acho total apelação mostrar ursinhos polares pra falar sobre aquecimento global. Não, eu não quero mais polenta de almoço. Tia, você nunca acerta nos meus presentes. Mariana, eu sei que você mentiu que foi pros Estados Unidos na quinta série porque vimos você andando no centro uma semana depois. Carla, você é uma vaca.

Pronto.

E vocês, tem algo a dizer? Libera geral, galerë!

Este post foi um oferecimento de TPM (dica: não estou falando de revista).

Este post foi republicado para atender à pauta do TDB: O que você postaria anonimamente? Ou: o que vc tem muita vontade de escrever (seja para desabafar, mandar recado para alguém, etc) no seu blog, mas não gostaria de ser identificada(o)?

Não me coloquem no saco!

27 de February de 2009

saco

Acho que agora entendo a graça toda de tocar o terror com a história do Velho do Saco. O saco, nada mais é, do que um buraco negro onde são jogadas todas as pessoas com um mínimo de gosto em comum. Gosta de Bob Marley? Tem que fumar uma maconha. Curte pagode? Tem que morrer.

Se você usa sapato bico fino, nem pense em dizer que você gosta de Ramones. Afinal, todo mundo sabe que fã de Ramones usa é All Star. Está lá, escrito no saco. Por essas e outras, sempre me senti meio por fora do público Los Hermanos. Eu não tenho uma armação grossa de óculos. Há quem diga que não sou uma verdadeira fã por causa disso. Aliás, gostar de Los Hermanos diz muito sobre mim. Eu não posso rir huahuahua e deveria dizer que odeio televisão sempre que puder. Se eu disser que gosto de Los Hermanos E Michel Gondry acabou minha vida social. Nada de coisas massificadas, eu estou num saco que não permite. Eu inclusive deveria procurar por bandas que nunca ninguém ouviu e escutar exaustivamente até encher meu Last.Fm com elas. Isso é a coisa mais chata de pertencer a um saco: você está preso lá, com limitações de todos os lados, restando apenas fazer as mesmas coisas que seus companheiros de saco.

É claro que você saca na hora quando existem pessoas que gostam das coisas que você gosta por puro modismo, e não porque elas enxergam tudo aquilo que você também vê quando lê um bom livro, ouve sua música favorita ou assiste um filme diferente de tudo que já foi feito. Mas, infelizmente, estão todos dentro de um saco. Não dá pra diferenciar à primeira vista. Os fãs de Crepúsculo devem me entender.

Então quem gosta de Jota Quest é adolescente sem personalidade e massificada, quem vai a raves provavelmente consome drogas, quem é publicitário tem que ser mega criativo, quem gosta de maquiagens caras é fútil e quem lê meu blog precisa comentar algo engraçado. O saco não tem esse nome a toa. É mesmo um saco.

Editando: Entrei para o TDB da Capricho. E não me venham com sacos. Leiam o post de novo, pra reforçar.

Dá-lhe Hipoglós

24 de February de 2009

E na bundinha, não vai nada? Esse deveria ser o verdadeiro slogan de Hipoglós, fikdik.

Mas enfim… não pensem que é sobre assaduras de bebê ou situações da vida em que nos fodemos que vou fazer esse post. É algo bem mais simples: lábios rachados. Como é uma época que muita gente vem da praia e do sol, é comum ficar com os lábios ressecados. Mas também tem aqueles que mesmo sem esses atrativos de verão sofrem desse problema. É o meu caso! Essa é uma história real. Então eu decidi dar um basta nisso tudo. Já tenho muitos problemas, quero pelo menos poder sofrer com lábios macios e lisinhos!

Daí eu varri o Google rapidamente e pensei em comprar Hipoglós pra ver qualéquiéra. A verdade é que Hipoglós fede. Nossa, e como fede. Não é a toa que é um troço pra ser usado na bunda. Me desculpem a sinceridade, mas parece cheiro de peixe fresco. Entretanto, funcionou. Quer testar?

Vamos ao passo-a-passo deste incrível tratamento:

1º: Compre um tubinho de Hipoglós (eu comprei o pequeno da foto, de 45g)
2º: Prenda a respiração
3º: Passe uma camada nos lábios antes de ir dormir. Hipoglós é uma das coisas mais econômicas do mundo. Um pinguinho e você já pode passar no corpo todo quase. Sabe Xuxa e Monage? Pois é.
4º: Vomite (opcional)
5º: Durma toda melequecada e fedida
6º: Ao acordar, corra pro banheiro tirar essa porcaria
7º: Enxague com bastante água
8º: Hihi, enganei você. Água não adianta, Hipoglós é tipo impermeável. Tente colocar algum óleo ou creme tipo Monange e aí sim tirar com água.

O processo todo é bastante facilitado para quem está gripado, não tem nariz ou é o Michael Jackson, pois resume-se então a apenas três passos.

Também li que é bom pra pele, pra espinhas e pra mais um monte de coisa. A Glória Maria usa (na verdade ela deve dormir mergulhada numa banheira de Hipoglós) e parece que se não fosse isso, ela nem seria negra. Enfim, experimentem e venham reclamar/elogiar aqui nos comentários.

Síndrome da Lógica Errada Repetitiva

6 de February de 2009

Funciona mais ou menos assim:

Meu cérebro insiste em percorrer sempre o mesmo caminho errado, mesmo já tendo batido de cara no muro (plim plim, oi Faustão!) antes. É como ter uma memória de peixinho ou de hamster e sempre se surpreender com as mesmas coisas. Também chamado de Alzheimer.

Não sei se acontece com vocês, mas eu tenho várias situações assim no meu dia-a-dia. E esse post surgiu da minha raiva pela última lógica errada que eu adquiri. Estou usando outro computador aqui na praia, que não é meu, e o teclado dele é diferente. No lugar da tecla “print screen” existe algo malígno chamado “power”. Sim, power. A tecla que pode foder com qualquer coisa que você estiver fazendo e desligar o PC. Acho que já imaginam o que acontece. Quando vejo, sou questionada se pretendo salvar minhas abas antes de fechar o Firefox. “Peraí, mas por quê eu iria… oh shit”. Multiplique esta reação por quatro. Quando vejo, estou sendo enganada de novo, esperando meu ingênuo print screen enquanto desligo abruptamente o computador. E isso acontece sempre. Sempre.

Também já cansei de querer abrir o Internet Explorer (não façam isso em casa, crianças: IE é bobo!) e clicar no ícone do Photoshop. Só me dou conta do erro depois de ver penas gigantes na tela travada por horas.

Uma vez eu tava em SC e meu namorado começou a cantarolar um pedaço de uma música do Jorge Ben Jor. Não sei porque diabos, minha primeira lógica errada era de que parecia a introdução de um desses animes que eu não conseguia lembrar qual.

– Que música é essa, amor?
– Hermes Trimegistro…

Parece OK. Mas eu repeti essa pergunta pelo menos umas 5 vezes. No mesmo dia. Parece doença.

Sinistro.


PS: é, eu adoro esse símbolos de “check” e “proibido” hihi sol sapeks

O segredo do sucesso

4 de February de 2009

Esqueça Roberto Shinyashiki. Esqueça “O Segredo”. É este post que vai mudar a sua vida.

Digamos que eu tenha uma certa experiência em não ser aprovada em entrevistas e dinâmicas em grupo, então sei exatamente do que estou falando. Eu conheço as manhas dos vencedores. Eu apenas não quero ser idiota como eles. Mas sempre tem quem queira, então vamos lá!

A primeira coisa é prestar atenção na sua forma de vestir. Jamais use as roupas que você esteja acostumado. Use aquilo que achar que é o padrão para aquela vaga. Lembre-se: para muitos, roupa não significa personalidade, é apenas um jeito de não deixar você trabalhar a vontade, ou seja, nu.

Outra coisa muito valorizada é a sua experiência no exterior. É fundamental, eu diria. O quê exatamente você fez lá, não importa. Nem se preocupe com isso. Tenha orgulho de ter passado alguns meses matando cachorro a grito dentro de uma fantasia de rato gigante com luvas brancas num grande parque temático dos Estados Unidos pra não ter que dar o coo na praça. Ou qualquer outra coisa que, aqui no Brasil, você cuspiria na cara de quem te oferecesse. Claro, aqui não pode, é humilhação. Mas pisou fora do território nacional, já é experiência de vida. Lembre-se: você suou e amadureceu muito abanando pra crianças e fazendo o Mickey na Disney, e agora não é qualquer formado querendo crescer na vida que vai tirar a sua vaga. Força nas orelhas!

Por fim, dê uma voltinha pelo Orkut e decore frases de efeito, que demonstrem toda a sua personalidade em poucas palavras e as tenha como lema de vida. Exemplos: “críticas não me abalam, elogios não me elevam, sou o que sou não o que dizem“, “sua inveja só aumenta meu sucesso” ou ainda frase estilo vídeo de Big Brother: “sou uma pessoa guerreira e quando quero uma coisa, eu vou atrás até conseguir”.

Semi baseado em fatos reais.

É. Tô procurando emprego. E sem a mínima vontade de fazer entrevistas.

Revoltz.

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