O dia do meu casamento

20 de December de 2008

Voltemos no tempo e olhemos para uma garotinha de 12 anos que jamais pensaria em casar, muito menos ter filhos, imaginando-se uma poderosa executiva que dedicaria todo o seu tempo para os negócios e os futuros problemas de coração que o stress e o trabalho lhe acometeriam. Sim, eu era essa pessoinha amarga que achava que bastava a ganância e o dinheiro para ser feliz. Porém, muitas coisas aconteceram e eu passei a ser uma pessoa que agora sonha com quais docinhos escolher pro buffet do casamento, qual das minhas amigas será a dama de honra, filhos pra vestir, ceia de Natal farta e feliz ao som de Jingle Bells Rock, mãozinhas pro ar e todos vendo o show do Roberto Carlos de final de ano… er… acho que deu pra entender a transformação, né? Enfim, eu virei gentem como a gente.

Porém, desconfio que as coisas estão saindo um pouco do controle, uma vez que há algumas semanas eu quase comprei um vestido de noiva. Pois é, tudo começou com uma revista de produtora de eventos largada numa cafeteria e que eu peguei pra folhear enquanto o André foi no caixa. Eram muitas empresas que pareciam de alta qualidade e bom atendimento, com sugestões de buffet, decoração, vestidos, maquiagem, presentes pros noivos, cabelos, lembrancinhas… :shock: O André jamais poderia imaginar que o tempo de pedir um capuccino seria o tempo em que todo nosso casamento seria planejado.

Imaginei o casamento num lugar ao ar livre, mais ou menos 200 convidados (entre eles Paul McCartney, que mais tarde cantará a capela e emocionará todas as velhinhas de plantão – afinal, estou imaginando) e a festa numa cobertura ampla e iluminadíssima tendo como cenário toda a cidade de Porto Alegre. Não, de SP. Ah, foda-se, Nova York. No buquet lírios brancos e a música de entrada poderia ser uma cópia exata da cena musical mais fofa de Simplesmente Amor. Pela revista, já escolhi qual empresa ficaria encarregada do bolo e docinhos, ensaiei discar os número do meu cabelereiro pra perguntar se ele estaria livre durante qualquer dia de 2009. Depois pensei em abolir tudo isso e fazer o casamento judeu, porque parece ser muito mais divertido ser levantada numa cadeirinha, dançar musiquinhas típicas em roda e beber vinho. Pena que ninguém da família é judeu.

O André voltou com o capuccino, reclamou alguma coisa do atendimento e eu achei melhor não comentar nada e esquecer o assunto. E realmente esqueci. Até semana passada eu passar por uma loja de vestidos de festas e ver um vestidinho branco de renda, super simples, que combinaria perfeitamente com qualquer cerimônia. *___* Perguntei quanto era, comentei com a melhor amiga, contei pra minha mãe. “Bruna, até lá o vestido vai amarelar” foi o suficiente pra me desanimar. Aí eu resolvi ir pra casa comer bolinho com Nescau e jogar Wii.

Esse é um maker de noiva que a Lia postou no blog dela faz um tempinho, mas eu vou usar a minha belíssima criação apenas para ilustrar o post. Clique na imagem e faça a sua noiva também!

#prontofalei

9 de December de 2008

Meme que a Gabi me passou! Eu tenho que confessar 5 coisas (que provavelmente vocês não sabem) e indicar 5 pessoas para fazer o mesmo. Divirtam-se com meus podres, em breve vocês terão que fazer o mesmo! *muahuahua*

1. Eu já gostei de Nirvana e de Charlie Brown Jr. Com a ajuda de Jesus, me salvei. =P
2. Eu já achei o Dedé (dos Trapalhões) bonito. O_o
3. Eu chorei como um bebê quando fui ver o filme Lado a Lado no cinema.
4. Frozen Yogurt é uma droga. =(
5. Marcelo Camelo e Malu Magalhães? Veja o que eu acho abaixo:

vergonha
Indico para: Lia, Vy, Aninha, Manuela e Paula.

Confusão em dose dupla

6 de December de 2008

Não, isso não é o nome de nenhum filme da Sessão da Tarde. Essa foi a minha tarde de sábado. Eu juro que só pensei em fazer as unhas, mas quase destruí famílias. Foi assim… *efeito de transição de imagem para cenas de flashback*

Uma das minhas metas de final de ano (é, eu tenho metas de final de ano, porque as do começo teimam em desaparecer) é investir em mim. Por isso, comecei a tal drenagem linfática (siim, agora eu tenho feito direitinho!) e me determinei a fazer as unhas no salão novo que abriu aqui na esquina toda semana. São surtos de peruísse que fazem bem à alma, e tudo que eu mais queria era chegar em casa e continuar nesse clima, estalando os dedos e pedindo ao Jarbas uma taça de champagne. Mas por enquanto ainda estou na base do berro com “mãããe, Nescaaau!” mesmo. Voltando ao assunto, passo tanto ali na frente do novo salão que decorei o número de cabeça.

Capítulo 1

Casualmente, sábado eu fiquei na dúvida se o final do telefone ali era 9213 ou 9312. Tive que ligar pros dois, e já no primeiro atendeu uma mulher se dizendo da Cia do Cabelo. Hm… acho que é esse o nome. Consegui hora pras 14h30, bem o horário que eu queria. 14h30 então eu fui ali pro salão, paguei adiantado e fiquei lendo uma revistinha esperando minha vez. O salão é pequeno e eles recém estão começando, ainda sem muita experiência, só tem uma manicure. Senti borburinhos e uma certa correria. A pequena equipe do salão se reuniu no balcão da recepção, e eu ouvi um:
– Como é teu nome?
– Bruna.
– Hm.. tu marcou que horas?
– Duas e meia.
– Uhum.. pelo telefone?
– Sim.
– Lembra quem te atendeu?
– Não.
– Uhum…

*caras de desespero. tensão no ar*

Perguntei se estava marcado, fiquei sabendo que não. Começou uma pseudo-discussão sobre quem fez a tal cagada, que faltava organização lá, que a partir de hoje só uma pessoa ia atender ao telefone, que esse era a última vez que algo dava errado. Disse pra eles que não me importava, morava perto e que deixava meu telefone pra quando tivesse uma hora. Pediram mil desculpas, anotaram que tava pago, pediram mais três desculpas e disseram que me encaixariam as 15h30. Vim pra casa não acreditando que errei o número do telefone e que o engano deu exatamente em outro salão.

Continue acompanhando esta louca aventura abaixo!


Capítulo 2

Contei pra minha mãe do acontecido, rimos muito, liguei pro meu namorado, rimos muito, fui deitar pra ver Caldeirão. Lembrei que o André tinha me dito pra ligar lá e me desculpar, dizer que foi um erro meu. Ignorei a frase dele, porque seria o maior mico fazer isso. Preferia assumir a idéia de que eu era uma semeadora da discórdia. Gosto de marcar hora nos lugares e não ir, pedir pizza na casa dos outros, ligar pra uma farmácia e encomendar um cento de enroladinhos de salsicha. Essa sou eu. Bom.. na verdade não. Minha consciência pesou depois do Musa do Brasileirão e resolvi ligar e esclarecer a confusão. Disquei o número contrário daquele primeiro.

– Oi, eu sou a Bruna. Acabei de sair daí.
– Oi!
– Olha só, entendi o que aconteceu! Eu liguei pro 9312 ao invés de 9213 e deu a coincidência de cair em outro salão, acredita? Então, marquei lá achando que era aí.
– Ahhh tá!
– E até o nome é parecido, é Cia do Cabelo.
– Nossa, muita coincidência! Aqui é Cabelo e Cia!
– he-he
– Então tá, mas a gente tenta te encaixar aqui.
– Ok.

*desligo o telefone confusa*

Cabelo e Cia? Putaquepariu. Não era esse o nome do salão da esquina não. Lá é Espaço Cabelo! Não acredito, pra quem eu liguei agora?

Foram momentos muito confusos em que pensei em nunca mais ligar pra nada, nem ninguém. Vi Lata Velha e voltei lá as 15h30. Constatei, enfim, que era Espaço Cabelo E CIA! Rá! Não estava totalmente no caminho do mal. Porém, uma velha tinha se atrasado e chegou justamente no meu horário. Mais desculpas e voltei pra casa. Assisti toda a Sessão da Tarde – Katie Holmes em: A Filha do Presidente.

Capítulo 3

No fim, fui atendida as 19h, pegando o horário da depiladora. Pintei as unhas de uma cor tão horrível que não sei se foi ironia do destino, uma autopunição inconsciente ou pura sacanagem da manicure. Parece que eu peguei uma caneta marca-texto rosa e pintei as unhas. Só sei que é a cor mais feia de todos os esmaltes do mundo.

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2 de December de 2008

Há um tempo, eu tinha grande implicância com a língua espanhola. Acho que muito se deve à rapidez com que os latinos e espanhóis falam, e mesmo sendo parecido com o português, metade das palavras fica pra trás, restando apenas uma grande cara de: :neutral:

Mas a Terra gira e eu passei a gostar, principalmente, de músicas em espanhol. Cada banda de um lugar, mas unidos pela língua. Hoje o post vai para os chicos de mi mp3zito. Vou tentar fazer por ordem cronológica e no mostre mais colocar um vídeo.

Buena Vista Social Club

Ao contrário do que parece, Buena Vista Social Club não é uma banda. Não! Esse era o nome de um clube de dança de Havana onde os músicos cubanos se reuniam pra tocar salsa na década de 40. Foi só em 1996 que um produtor musical resolveu gravar um CD com todos aqueles músicos vanguardistas que costumavam frequentar o antigo clube, já fechado há 40 anos. E então surgiu o sucesso da banda que nunca existiu! Em 1999, o diretor Wim Wenders fez um documentário magnífico mostrando a vida simplória dos músicos, das pessoas de Cuba e duas apresentações do grupo, na Holanda e em Nova York. Acho que não existe música ruim, mas recomendo: Amor verdadero, Chan Chan, Candela, De Camino a la Vereda e Pueblo Nuevo.

Gipsy Kings

Grupo de ciganos espanhóis que se formou na França. O ritmo é rumba flamenca e eles emplacaram com as músicas mega famosas Bamboleo e Djobi Djoba, e a versão flamenca de Volare. Acho muito divertido e ainda indico a versão “rumbada” de Hotel California e a música El Mariachi Desperado.

Los Nocheros

Los Nocheros é um grupo argentino de música folclórica. Conheci a música deles na apresentação de dança de um amigo meu, viciei de cara na La Descreída. Acho que o que pega é o sangue castelhano que é forte aqui no RS. Também indico La Yapa, La chacarera del rancho e Un Poquito de Celos.

Maná

Banda mexicana que ficou conhecida com a música Vivir Sin Aire, que virou música tema do casal Clara e Rafaela na novela Mulheres Apaixonadas (que tá reprisando no Vale a Pena Ver de Novo, inclusive). Recentemente eles tiveram no Brasil fazendo shows e lançando o novo álbum, Arde el Cielo, que honestamente, não é o mais legal. Minhas músicas preferidas: Labios Compartidos e Oye Mi Amor. Também gosto muito de Rayando El Sol, Clavado En Un Bar, Hechicera, En el Muelle de San Blas e Perdido En Un Barco.

Manu Chao

Mano Chao é um músico francês que canta em inglês, francês e, tcharã! Espanhol! Durante um bom tempinho em que viveu na América do Sul viajando apenas com seu violão, Manu Chao lançou o CD Clandestino e fez muito sucesso aqui no Brasil com a música Desaparecido. Eu acho esse CD perfeito, gosto de todas as músicas, então indico ele todo! ^^

Juanes

Descobri o Juanes quando trabalhava com duas colegas que eram fãs dele. A gente ouvia Juanes a tarde inteira, então posso dizer que ele me desceu goela abaixo hahaha Aqui no Brasil, não fez muito sucesso. A música mais conhecida, Para Tu Amor, tocou na novela Páginas da Vida e era tema da personagem da Grazi. Casualmente, essa é uma das músicas que menos gosto dele, porque prefiro mesmo as agitadonas como A Dios Le Pido, Damelo, Luna, Mala Gente e Camisa Negra. O colombiano é bem moderninho e gato. Praticamente um Ricky Martin muito melhor e mais atual. Como se não bastasse, abocanhou vários prêmios principais do Grammy Latino desse ano.

Além da banda Inmigrantes que eu comentei AQUI. Também gosto da Shakira (especialmente do CD Laundry Service ^^) e do Alejandro Sanz, e dos dois juntos! haha A mais recente descoberta ardente é a trilha sonora de Vicky Cristina Barcelona, pela qual me apaixonei loucamente. Quem quiser – mesmo sem ter visto o filme ainda – pode baixar as onze canções com violão espanhol cheias de sensualidade AQUI.

Don’t touch my stuff

26 de November de 2008

Eu acho que é um mal de filha única, mas também acredito que tenha a ver com meu signo. Eu sou terrível pra emprestar coisas. Tenho um ciúmes danado de tudo que é meu e reza a lenda que quando pequena eu trancava a porta do meu quarto quando os filhos das amigas da minha mãe vinham aqui em casa. Ok, eu me lembro perfeitamente de parar na frente da porta e dizer “não existe nada pra lá, a casa termina aqui!” e tentar convencer uma criança menor do que eu de que talvez aquela porta fosse um erro arquitetônico, vai saber?!

A questão é que pouco disso mudou no alto dos meus 22 anos. Mas estou melhorando, é verdade. Já não páro mais na frente da porta, e ano passado emprestei uma box de Friends e outra de Seinfeld pro meu melhor amigo, que tinha feito uma operação no joelho e provavelmente ficaria de molho um tempo. Foram meses fingindo naturalidade e tranquilidade, tentando dar os ares de alguém que tinha mais o que pensar do que em qual dvd player tocavam meus DVD’s. A verdade é que me contorcia na cama sonhando que alguma das box poderia voltar com marcas de dedos, um risco de caneta, ou, pior ainda, um dos cantinhos levantado.

Não gosto de pensar em emprestar maquiagens, roupas, livros, DVD’s. Mas estou trabalhando bem com a idéia de emprestar canetas BIC na aula. Apesar de tudo, não sou uma pessoa materialista, antes que joguem meu nome na Medina. É aí que acho que entra o lado canceriana de ser, pois eu agrego muito valor à essas coisas. Elas parecem únicas pra mim, mesmo que existam outros exemplares, modelos, etc. Guardo porcarias que meu pai me deu só porque foi ele que me deu, e isso inclui um chaveiro de bicho horrendo laranja de mola, mistura de hipopótamo com tamanduá.

E depois de todas essas constatações, não é de se estranhar a minha reação diante da pergunta do meu namorado – que aprendeu muito bem a dividir os materiais com os coleguinhas: Que tu acha de reunir o pessoal aqui em casa pra fazer a inauguração do meu Wii?

*olho pra ele, séria. grande suspiro. olho pra frente de novo.*

Ah, por favor. Todo mundo sabe que meu Wii seria guardado numa redoma de vidro em algum lugar das Antilhas Holandesas, onde eu jogaria o mesmo jogo pra sempre só pra não ter que comentar nada com ninguém. Com luvas descartáveis, claro.

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